Jogadores da Ponte Preta cobram salários e ameaçam parar

A manifestação ocorreu antes da partida contra o Vila Nova, em Goiânia, pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

Na nota, os jogadores defenderam a transformação da Ponte Preta em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e estabeleceram um prazo para que os pagamentos sejam regularizados

Ponte Preta
Foto: Reprodução

Campinas, SP , 19 (AFI) – Os jogadores da Ponte Preta se manifestaram nas redes sociais nesta quarta-feira e cobraram uma solução para a grave crise financeira enfrentada pelo clube. Segundo o elenco, atletas e funcionários estão há cerca de seis meses sem receber salários. A manifestação ocorreu antes da partida contra o Vila Nova, em Goiânia, pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Na nota, os jogadores defenderam a transformação da Ponte Preta em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e estabeleceram um prazo para que os pagamentos sejam regularizados.

Caso não haja uma solução até o dia 25 de agosto, o elenco afirma que poderá adotar medidas previstas em lei, incluindo a paralisação das atividades do futebol até que os salários sejam quitados.

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OS ATLETAS

A posição dos atletas acontece às vésperas da Assembleia Geral Extraordinária marcada para segunda-feira (24). Na ocasião, o Conselho Deliberativo da Ponte Preta deverá discutir a transformação do clube em SAF.

Existe uma proposta de investimento de R$ 1 bilhão apresentada por um grupo interessado na SAF. O projeto prevê R$ 300 milhões destinados ao pagamento de dívidas, outros R$ 300 milhões para investimentos no futebol ao longo de dez anos, além de R$ 400 milhões para a modernização do estádio Moisés Lucarelli e melhorias no Centro de Treinamento.

A ideia é transformar o Majestoso em uma arena multiuso com capacidade para aproximadamente 21 mil pessoas, preparada também para receber shows e eventos corporativos.

Inicialmente, a reunião de segunda-feira terá como objetivo analisar e votar a transformação da Ponte Preta em SAF. A proposta financeira seria discutida posteriormente. Entretanto, um aporte inicial para ajudar na regularização das pendências já está relacionado ao processo de transformação. Caso a oferta definitiva seja aprovada, o valor seria considerado um adiantamento. Se a negociação não avançar, o montante se transformaria em empréstimo para o clube.

ELENCO PEDE SOLUÇÃO

Os jogadores destacaram a necessidade de uma solução para que a Ponte Preta consiga reorganizar suas finanças e voltar a cumprir os compromissos com atletas e funcionários.

A manifestação ocorre após o técnico Márcio Zanardi também falar publicamente sobre a situação do clube. No último sábado, o treinador afirmou que a Ponte Preta precisa avançar para a SAF para evitar o encerramento das atividades.

Além da crise financeira, o clube também enfrenta uma turbulência política. No início desta semana, um grupo protocolou no Conselho Deliberativo um pedido para a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de votar a cassação do presidente Luiz Torrano e do vice-presidente Marco Antonio Eberlin.

CRISE DENTRO DE CAMPO

O momento complicado fora das quatro linhas também tem reflexos no desempenho da equipe. A Ponte Preta não vence há 16 rodadas na Série B e soma apenas dez pontos em 22 partidas, ocupando a última colocação da competição.

O cenário aumenta a preocupação do clube, que já sofreu o rebaixamento no Campeonato Paulista nesta temporada e agora luta contra uma nova queda, desta vez na Série B do Campeonato Brasileiro.

“Os jogadores da Ponte estão há cerca de seis meses sem receber e vivendo uma situação que não pode mais ser ignorada.

Neste momento é fundamental que a SAF avance e seja apoiada como uma alternativa para colocar as contas em ordem, garantir os salários e dar condições dignas de trabalho aos atletas e funcionários.

Sem uma solução concreta, quem acaba pagando a conta são justamente os trabalhadores que estão dentro do clube. Os jogadores e funcionários precisam receber para conseguirem honrar seus compromissos, atletas e funcionários passando necessidade junto com seus familiares.

A Ponte precisa de responsabilidade, investimento e, principalmente, de uma solução que permita ao clube voltar a honrar seus compromissos. A partir do dia 25 de agosto se nada mudar iremos tomar medidas amparadas pela lei que é parar o futebol até que atletas e funcionários recebam seus salários

Apoio aos jogadores. Apoio a uma solução para a Ponte”