Israel retira apoio a Gianni Infantino após demissão de diretor
Por meio de uma carta, presidente Moshe Zuares comunica retirada do suporte a atual mandatário da Fifa
Federação Israelense é mais uma a não dar suporte à reeleição de presidente da entidade máxima do futebol mundial
São Paulo, SP, 19 – A recente crise de confiança que envolve a maior entidade do futebol, a Fifa, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (18). Israel retirou oficialmente apoio à reeleição de Gianni Infantino. Segundo o The Guardian, a decisão foi comunicada à organização por meio de uma carta enviada pelo presidente da Associação Israelense de Futebol (IFA), Moshe Zuares.
CRISE AMPLIADA
Entre os motivos que desencadearam a ação estão a recente tentativa de implementar a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo para fundos de investimento privados. Além disso, a demissão de Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, após críticas ao projeto.
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De acordo com as palavras de Zuares, os últimos acontecimentos originaram uma “crise de confiança sem precedentes” entre posições da Uefa, órgão que a Associação Israelense integra desde 1994, e da Fifa. A carta aponta ainda divergência em relação à governança global do futebol como parte do afastamento entre as entidades.
Diante desse cenário, o presidente da IFA afirmou que a decisão de retirar apoio à reeleição de Infantino foi tomada por unanimidade após uma reunião do conselho da entidade: “Não temos outra opção senão retirar a carta de apoio anterior, na sincera esperança de que um diálogo frutífero entre as partes possa, eventualmente, restabelecer visão e direção compartilhadas e adequadas ao futebol mundial”, escreveu.

ADESÃO ISRAELENSE
A IFA não foi a única associação a declarar oficialmente retirada do apoio à reeleição de Infantino. Agora, Israel se junta a Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda, que também tiveram a mesma decisão, tendo um aumento na pressão sobre o presidente da Fifa.
Após saída de Lamour, a decisão repercutiu entre dirigentes da Uefa. Laura McAllister, vice-presidente da entidade, criticou a demissão do ex-diretor de operações da Fifa — assim como Israel — e afirmou que a escolha envia uma mensagem preocupante para quem defende mudanças na organização.
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As críticas à gestão de Infantino chegaram ainda à Premier League. Richard Masters, diretor-executivo da competição, afirmou em entrevista à BBC que o presidente da Fifa acionou o “botão de autodestruição”, com o plano de buscar investimento privado para a Copa do Mundo.
“Este é um problema criado pela Fifa e é uma ferida já autoinfligida. A organização apertou o botão da autodestruição e as consequências disso agora se refletem nas soluções que precisam ser encontradas”, comentou Masters.
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