Luizinho Lopes avalia apagão do Operário-PR e prega calma
Apesar do revés doloroso dentro de seus domínios, o comandante alvinegro fez questão de afastar qualquer clima de desesperança
Luizinho Lopes reconheceu que a euforia pelo gol acabou desorganizando a postura defensiva da equipe antes da virada do Avaí
Ponta Grossa, PR, 17 (AFI) – O técnico Luizinho Lopes veio a público para analisar o desfecho dramático da derrota do Operário-PR por 2 a 1 diante do Avaí, em pleno Germano Krüger. Válido pela 22ª rodada da Série B, o confronto de domingo teve um final atípico: após abrir o placar aos 46 minutos do segundo tempo, o Fantasma sofreu a virada nos acréscimos em um curto intervalo de dois minutos.
Apesar do revés doloroso dentro de seus domínios, o comandante alvinegro fez questão de afastar qualquer clima de desesperança e manteve a convicção no processo de reabilitação.
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Dentro de campo, o duelo parecia encaminhado quando Vinicius Mingotti balançou as redes nos instantes finais do tempo regulamentar.
No entanto, a comemoração efusiva deu lugar à desatenção tática: o Avaí igualou o marcador aos 51 minutos, com Jefferson, e decretou a virada aos 53, com Wallison.
QUEDA DE RENDIMENTO
Ao avaliar a oscilação nos instantes derradeiros, Luizinho Lopes reconheceu que a euforia pelo gol acabou desorganizando a postura defensiva da equipe:
“Foi um golpe muito duro, um dia de muitas emoções. O futebol, a cada partida, é um novo aprendizado, uma nova euforia ou decepção. Nós somos humanos e a gente precisa de tempo para raciocinar, para entender, ver com calma tudo o que se passou”, desabafou o treinador.
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“A gente se emocionou demais quando fez o gol, uma euforia, todo o estádio, todo mundo comemorando, dentro de campo também. Nós poderíamos, assim que fizemos o gol, compactar, baixar um pouquinho o bloco e aí esperar acabar o jogo”, completou.
SEM TERRA ARRASADA?
O tropeço em Ponta Grossa marcou a terceira derrota consecutiva do Operário-PR no torneio, consolidando o momento mais delicado do clube na competição. Atualmente, o Fantasma é a única equipe do G6 que ainda não conseguiu triunfar nesta segunda metade do campeonato.
A despeito do jejum recente, o treinador rechaçou tom alarmista e ressaltou que a equipe segue firme na briga na parte de cima da tabela, figurando na quinta posição com 35 pontos, seis a menos em relação à zona de acesso direto (G-2).
“Não tem loucura, não é para ter terra arrasada, é para ter trabalho e acreditar na próxima vitória. Nós estamos com esse recorte ruim, mas volto a dizer, em muitos momentos já funcionou, nós estamos entre as três equipes que passou mais jogos sem ser vazadas. Tem os dois lados da moeda, e agora realmente o momento é negativo, o trabalho vai ser em cima disso, pra tentar ajustar”, concluiu Luizinho Lopes.





































































































































