Ricardo Chuffi trouxe pessoas certas para os devidos lugares, diferente da presidência de hoje que nem de longe lembra a capacidade de cartolas antigos.
Ele presidiu o Guarani durante o biênio 1978/79, e a lucidez como homem de negócios imobiliários foi transportada para o clube.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 14 (AFI) – O diretor do portal Futebol Interior, Élcio Paiola, que eu vi nascer no jornalismo esportivo, no instinto veículo impresso Diário do Povo, me avisa que o aniversário do título brasileiro do Guarani, de 1978, ficou sem uma linha sequer.
Então, vou fazer a minha culpa de outra forma, e usá-la como compensação.
Em vez de repetir pela enésima vez o quão decisivo foi o garoto Careca, citar a lucidez do meia Zenon, e a liderança do saudoso volante Zé Carlos, porque a gente não faz citações elogiosas ao também saudoso presidente do clube Ricardo Chuffi?

Ele presidiu o Guarani durante o biênio 1978/79, e a lucidez como homem de negócios imobiliários foi transportada para o clube.
Embora fosse advogado, a opção dele foi o aluguel de muitos imóveis, mas com o tempo suficiente para dar uma alavancada no Guarani.
Ele trouxe pessoas certas para os devidos lugares, diferente da presidência de hoje que nem de longe lembra a capacidade de cartolas antigos.
ESPORTES OLÍMPICOS
Muita gente desconhece, mas foi Ricardo Chuffi quem dinamizou os esportes olímpicos no Guarani, à época com o surgimento do vôlei feminino, que revelou Vera Mossa para o cenário nacional.
Ele incentivou o nascimento do futebol feminino, com recursos próprios, e colocou em prática o projeto de ampliação do Estádio Brinco de Ouro, com o início da construção da arquibancada Tobogã, e um quarto ficou pronto durante a gestão dele.
CONTESTEI ‘ANEL SUPERIOR’
Por sinal, sem querer me vangloriar, eu ‘batizei’ aquela dependência como Tobogã.
Por que isso?
Já na administração do também falecido presidente Antônio Tavares Júnior, que sucedeu Ricardo Chuffi, o dinheiro da venda dos direitos econômicos do ponta-de-lança Renato Morungaba para o São Paulo foi encaminhado para o complemento dos três quartos restantes daquela obra.
E quando concluída na administração Tavares Júnior, qual o nome seria dado a ela?
O então vice-presidente José Vitorino dos Santos – o Zezo -, quis denominá-la como anel superior, projetando que a ampliação corresponderia todas nas demais dependências do estádio, algo utópico.
Assim, eu, enquanto setorista do Guarani, escrevia Tobogã no extinto jornal Diário do Povo, enquanto o concorrente direto Renato Otranto – já falecido -, do jornal Correio Popular, seguiu a orientação de Zezo como anel superior.
TADEU DATOVO, DA GUERREIROS DA TRIBO
Nessa controvérsia, entrou em cena o influente bugrino Robel Tadeu Datovo, então presidente da Torcida Organizada Guerreiros da Tribo, que na ocasião aderiu a ideia de Tobogã, e assim ficou.
Concluindo: quando citam o título do Guarani de 1978, conquistado no dia 13 de agosto, jamais podem esquecer de reverenciar o nome do ‘eterno’ presidente do clube Ricardo Chuffi.

FINAIS CONTRA O PALMEIRAS
Os dois jogos finais do Guarani foram contra o Palmeiras. No Morumbi, diante de quase 100 mil pessoas, o Bugre venceu por 1 a 0 com gol de Zenon, cobrando pênalti cometido pelo goleiro Leão em cima de Careca.
No jogo de volta no Brinco de Ouro, outra vitória por 1 a 0, desta vez com gol de Careca. Como o meia Zenon estava suspenso, Manguinha (na foto acima) atuou no seu lugar. O jogo final foi disputado no dia 13 de agosto de 1978. Portanto, há 48 anos.
O time base do Guarani campeão brasileiro de 1978 era formado assim:
- Neneca;
- Mauro, Gomes, Edson e Miranda;
- Zé Carlos, Zenon e Renato;
- Capitão, Careca e Bozó;
- Técnico: CARLOS ALBERTO SILVA





































































































































