Jogador do Athletico-PR é condenado a 13 anos por estupros contra ex-companheira
Léo Derik nega as acusações, afirma que as relações foram consensuais e poderá recorrer da sentença em liberdade.
A Justiça condenou o lateral-esquerdo Léo Derik por dois crimes de estupro cometidos contra uma antiga companheira.
Curitiba, PR, 14 (aFI) – O lateral-esquerdo Léo Derik, de 21 anos, jogador do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma ex-companheira. A sentença foi proferida na terça-feira (12) pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.
A decisão estabelece o regime inicial fechado. O atleta, no entanto, poderá apresentar recurso em liberdade. Ele nega as acusações e sustenta que as relações mantidas com a antiga parceira foram consensuais.
Os dois episódios reconhecidos pela Justiça aconteceram entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, em diferentes endereços de Curitiba.
Segundo a denúncia, o primeiro crime ocorreu na madrugada de 16 de dezembro de 2023, em uma residência no bairro Butiatuvinha. Léo Derik teria imobilizado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir que ela resistisse.
O segundo episódio foi registrado em 4 de fevereiro de 2024, em um apartamento no bairro Pinheirinho. Conforme a acusação, o jogador teria agredido a mulher com tapas e um soco na região das costelas para forçar a relação sexual.
Juíza considerou relato consistente
Ao analisar o processo, a juíza Paula Scheer considerou que o depoimento da vítima permaneceu firme e coerente desde a fase de investigação até a audiência judicial.
A magistrada avaliou, por outro lado, que a versão apresentada pelo jogador continha contradições e não era suficiente para afastar as acusações.
O nome da vítima é mantido em sigilo para preservar sua identidade.
Ministério Público pediu absolvição
Nas alegações finais, o Ministério Público pediu que Léo Derik fosse absolvido. O órgão apontou divergências entre as versões apresentadas ao longo do processo e entendeu que havia dúvidas sobre os fatos.
A juíza discordou da manifestação e concluiu que o conjunto de provas reunido no processo era suficiente para condenar o atleta pelos dois crimes.
O pedido de absolvição do Ministério Público não obriga o Judiciário a tomar a mesma decisão. Cabe ao magistrado avaliar de forma independente as provas e os depoimentos apresentados durante a ação penal.
Pena chega a 13 anos
A Justiça estabeleceu uma pena de 6 anos e 6 meses para cada estupro. Como os crimes ocorreram em datas e locais distintos, as duas condenações foram somadas e chegaram a 13 anos de reclusão.
Léo Derik também foi condenado a pagar uma indenização mínima de R$ 10 mil por episódio. O valor total por danos morais à vítima foi fixado em R$ 20 mil.
A sentença ainda pode ser contestada pela defesa nas instâncias superiores. Até o julgamento dos recursos, o jogador permanecerá em liberdade.





































































































































