Crise financeira e transfer ban travam reforços no Santos

Para poder registrar novos atletas, o Alvinegro Praiano precisaria derrubar o transfer ban imposto pela Fifa por conta de um débito de R$ 12 milhões

Imerso em uma grave crise financeira e com dívidas acumuladas, o Santos prioriza o reequilíbrio das contas internas e a manutenção da política de "arrumar a casa"

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Cuca pediu reforços à diretoria - Foto: Raul Baretta / Santos FC

Santos, SP, 12 (AFI) – Apesar do desabafo do técnico Cuca e da entrada do clube na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Santos não deve atender ao pedido do comandante por novas contratações.

Imerso em uma grave crise financeira e com dívidas acumuladas, o Peixe prioriza o reequilíbrio das contas internas e a manutenção da política de “arrumar a casa” em detrimento de investimentos no mercado da bola.

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Para poder registrar novos atletas, o Alvinegro Praiano precisaria derrubar o transfer ban imposto pela Fifa por conta de um débito de R$ 12 milhões junto ao Monaco, referente à negociação do volante Jean Lucas.

No entanto, quitar essa pendência na entidade internacional está fora das prioridades da gestão neste momento.

APELO DE CUCA

Após o revés por 2 a 0 para o Athletico-PR na Vila Belmiro, o treinador santista externou publicamente a necessidade de encorpar o grupo de trabalho para tentar estancar a queda livre na tabela do Brasileirão.

“Se a gente puder quebrar o transfer ban e fortalecer. Vir dois ou três jogadores que encorpam o elenco e precisamos disso. É um desabafo que faço. Gosto de trabalhar com os guris, mas nesse momento não é o ideal”, desabafou Cuca na entrevista coletiva.

Apesar da cobrança técnica, o cenário nos bastidores exige cautela. O Santos quitou os salários em regime CLT do elenco referentes a julho, mas acumula dois meses de atraso nos direitos de imagem. Com o vencimento de mais uma parcela agendado para o dia 20, a diretoria planeja pagar um mês para evitar o acúmulo de três meses em aberto.

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DÍVIDAS E BAIXAS EM PATROCINADORES

O estrangulamento orçamentário reflete a delicada situação patrimonial do clube. Com base nos dados do balanço financeiro de 2025, o endividamento total do Peixe ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, sendo R$ 470 milhões classificados como passivo de curto prazo.

Para complicar o fluxo de caixa, o departamento de marketing busca urgentemente novos parceiros comercias, já que o uniforme da equipe profissional tem até cinco espaços vagos.

As empresas Nissei, EQR e a Pley by Ney (marca de bebidas vinculada a Neymar) encerraram seus contratos em julho e não renovaram, enquanto o vínculo com a Corpx foi rescindido de forma amigável. Já a Álamo cumpre os últimos dois jogos de contrato, com negociações em andamento para uma possível renovação.