Guilherme dos Anjos vê 'segunda bola' como vilã do Náutico

Em dez jogos disputados dentro de casa, o clube acumula quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas

Guilherme ainda fez questão de reafirmar a meta prioritária estabelecida pelo departamento de futebol para a competição

Guilherme dos anjos nautico rafael vieira
Guilherme dos Anjos, técnico do Náutico - Foto: Rafael Vieira / CNC

Recife, PE, 10 (AFI) – O Náutico tropeçou novamente em seus domínios e ficou no empate em 1 a 1 com o Atlético-GO, em confronto válido pela Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado ligou o sinal de alerta sobre a oscilação do Timbu atuando nos Aflitos.

Após a partida, o técnico Guilherme dos Anjos analisou as falhas da equipe e apontou a perda das disputas pelas “segundas bolas” no meio-campo como fator determinante para o placar final.

“Eu acho que a gente tem condições de evoluir em muitos aspectos para se jogar melhor dentro de casa. É o nosso jogo? Sem dúvida. É a nossa postura? Sem dúvida. É o nosso gramado? Sem dúvida. É que eu preciso acelerar mais o jogo? É um jogo de proposição? Sem dúvida são vários aspectos que incomodam, mas não é algo que tira o nosso sono. De forma alguma”, ponderou o comandante alvirrubro.

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O retrospecto do Náutico atuando diante de sua torcida nesta Série B expõe a instabilidade do setor: em dez jogos disputados dentro de casa, o clube acumula quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas.

REAÇÃO TARDIA

Apesar de ter exercido maior controle na primeira etapa do duelo contra o Dragão, o time pernambucano caiu de rendimento após o intervalo e cedeu espaços nos rebotes. A reação só veio com alterações promovidas pela comissão técnica no segundo tempo.

“Nós perdemos muito para mim a segunda bola. A segunda bola nos incomodou mais do que qualquer questão tática do adversário. A entrada do Léo Índio para o meio campo tornou o nosso time melhor na segunda bola, foi onde a gente conseguiu começar a jogar mais para o final mesmo do segundo tempo e conseguiu criar algumas situações com mais clareza”, explicou Guilherme dos Anjos.

FOCO NA RECUPERAÇÃO

O tropeço manteve o Timbu em situação desconfortável na tabela de classificação, mais próximo do Z-4 do que do grupo dos seis primeiros colocados. Diante do cenário, Guilherme fez questão de reafirmar a meta prioritária estabelecida pelo departamento de futebol para a competição.

“O objetivo, acho que tá muito claro. Desde o início, desde janeiro, eu não mudo aquilo que a gente preconiza aqui dentro. Fazer os 45 pontos, e, etapa a etapa, entender até onde a gente vai poder galgar”, encerrou o treinador.