América e Independente se destacam com defesas consistentes

Clubes chegam à final após 16 partidas com números muito parecidos na proteção de suas metas

Boas atuações das defesas explica boa parte das campanhas que garantiram o acesso à Série A4 de 2027

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Atletas do Independente reunidos (Foto: Alexandre Battibugli-Agência Paulistão)

Limeira, SP, 06 (AFI) – A decisão do Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão de 2026, a tradicional Bezinha, colocará frente a frente não apenas dois ataques eficientes, mas também os sistemas defensivos mais sólidos da competição.

América de São José do Rio Preto e Independente de Limeira chegam à final após 16 partidas com números muito parecidos na proteção de suas metas, fator que explica boa parte das campanhas que garantiram o acesso à Série A4 de 2027.

MAIS DETALHES

O Independente apresenta a melhor defesa entre os finalistas, com apenas nove gols sofridos em 16 jogos, média de 0,56 gol por partida. Logo atrás aparece o América, vazado dez vezes, com média de 0,63 gol sofrido por jogo. Juntas, as equipes sofreram apenas 19 gols em 32 partidas disputadas.

Os números mostram ainda características distintas. O América construiu sua solidez principalmente no Teixeirão, onde permaneceu invicto durante toda a campanha. Já o Independente manteve um padrão defensivo equilibrado tanto no Pradão quanto como visitante, sendo vazado apenas uma vez a mais longe de Limeira.

O Rubro sofreu apenas três gols em oito partidas como mandante, registrando excelente média de 0,38 gol sofrido por jogo em casa. Como visitante, levou sete gols em oito partidas, média de 0,88 por confronto. No total da competição, a equipe apresenta média de 0,63 gol sofrido por partida.

O Independente também exibe números consistentes. No Pradão, sofreu quatro gols em oito jogos, média de 0,50 gol por partida. Fora de casa, foi vazado cinco vezes em oito compromissos, média de 0,63 gol por jogo. No geral, o Galo encerrou as semifinais com média de apenas 0,56 gol sofrido por partida, a melhor marca entre os finalistas.

GOLEIROS E DEFESAS: ALICERCES DOS FINALISTAS

Além dos números coletivos, América e Independente contam com goleiros que foram decisivos para as campanhas que levaram as equipes à decisão do Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão.

COZINHA DO MECÃO

Pelo América, o destaque é Kayke Maranhão, de 23 anos e 1,88 m de altura. O goleiro vive uma temporada de afirmação. Em 2026, disputou 30 partidas e sofreu apenas 18 gols. No primeiro semestre, defendendo o Tanabi na Série A4, foi vazado somente oito vezes em 14 jogos. Já na Bezinha, vestindo a camisa rubra, participou dos 16 jogos da campanha com muita segurança na meta americana.

Revelado nas categorias de base do Tanabi em 2020, Maranhão permaneceu no clube até 2022. Depois, passou pelo Tupã FC, retornou ao Tanabi em 2024, defendeu a Internacional de Bebedouro e voltou novamente ao Tanabi em 2025, antes de iniciar 2026 na Série A4 e, posteriormente, acertar sua transferência para o América.

A consistência defensiva americana também passa pelo entrosamento da linha de defesa formada por João Ataídes, Pedro Weide (ou Lipe), Zé Luís e Biro (ou Gabriel Vitor). À frente da zaga, os volantes Chico e João Gregório exercem papel importante na proteção do setor, enquanto Leozinho contribui para a recomposição defensiva, dando equilíbrio ao time comandado pelo técnico Kinho Forgiarini.

DEFESA DO GALO

No Independente, o responsável pela segurança sob as traves é Jonathan Henrique da Silva, de 23 anos e 1,87 m de altura. O goleiro vem sendo um dos principais destaques da campanha do Galo e transmite confiança ao sistema defensivo.

Na temporada de 2026 pelo clube limeirense, Jonathan vem apresentando regularidade e sendo peça fundamental na campanha da equipe. O goleiro iniciou a carreira nas categorias de base do XV de Piracicaba, em 2018.

Depois, passou pela Internacional de Limeira, União Barbarense e Tupi-MG. Em 2025, retornou à Internacional de Limeira e, nesta temporada, voltou ao Independente, onde participa da campanha que garantiu o acesso à Série A4 e colocou o clube na decisão estadual.

A força defensiva do Galo também está na solidez da linha formada por Pedro (ou Renato Assis), Jaconé e Iury, com Calegari exercendo importante função pelos lados do campo. No meio-campo, Jean, Léo Alves e Lucas Lino colaboram intensamente na marcação e na recomposição, tornando o sistema defensivo um dos mais eficientes da competição.

O conjunto montado pelo técnico português Tiago Miguel sofreu apenas nove gols em 16 partidas, a melhor marca entre os finalistas da Bezinha.

BALANÇO DEFENSIVO

América de São José do Rio Preto
Jogos: 16
Gols sofridos: 10
Média geral: 0,63 gol por jogo

Em casa:
Jogos: 8
Gols sofridos: 3
Média: 0,38 gol por jogo

Fora de casa:
Jogos: 8
Gols sofridos: 7
Média: 0,88 gol por jogo

Independente de Limeira
Jogos: 16
Gols sofridos: 9
Média geral: 0,56 gol por jogo

Em casa:
Jogos: 8
Gols sofridos: 4
Média: 0,50 gol por jogo

Fora de casa:
Jogos: 8
Gols sofridos: 5
Média: 0,63 gol por jogo

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