Romário diz que penhora de salário ameaça sobrevivência

Com um salário bruto de R$ 46.366,19 no Senado, a decisão deve reter cerca de R$ 10 mil até que uma dívida de R$ 34,4 mil do senador

A defesa de Romário sustenta que a penhora do salário é ilegal e que os valores são essenciais para a sua "própria sobrevivência rotineira"

Senador
Romário - Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

São Paulo, SP , 05 (AFI) – O ex-jogador e senador Romário (PL-RJ) recorreu de uma decisão da Justiça de São Paulo que determinou a penhora de 30% do salário que recebe no Legislativo. Romário afirma que a medida provoca um “impacto material irreversível”.

Com um salário bruto de R$ 46.366,19 no Senado, a decisão deve reter cerca de R$ 10 mil (considerando o salário líquido) até que uma dívida de R$ 34,4 mil do senador com o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, seja quitada.

A defesa de Romário sustenta que a penhora do salário é ilegal e que os valores são essenciais para a sua “própria sobrevivência rotineira”.

Relator do processo, o juiz Vitor Kümpel afirmou que não há elementos que demonstrem risco de dano e manteve a penhora até o julgamento definitivo do recurso.

Em setembro de 2013, Romário criticou os ex-presidentes da CBF José Maria Marin, e Marco Polo del Nero – este último era o favorito na época para vencer a eleição para a entidade. Del Nero era o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e foi eleito sem enfrentar adversários.

“A CBF tem um presidente que é ladrão de medalha, ladrão de luz e ladrão de terreno. Esse cara deveria pegar no mínimo 100 anos de cadeia. E o pior é que pelo que eu estou vendo por aí, se as coisas não mudarem no Brasil, a gente vai ter um novo presidente da CBF – que está nesse grupo, que também tem que pagar 100 anos de cadeia que é o senhor chamado Marco Polo del Nero”, disse Romário na ocasião.

Romário foi condenado à época a pagar uma indenização de R$ 20 mil reais por ofender a honra de Del Nero.