Memórias...Rivellino, o inventor do drible elástico
Roberto Rivellino, meia revelado pelo Corinthians, disputou três Copas. Ouça o relato da carreira dele na voz do radialista Ariovaldo Izac.
O ex-meia Rivellino, tricampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970, foi o inventor do drible elástico e tinha uma bomba no pé esquerdo
Campinas, SP, 2 (AFI) – O ex-meia Rivellino, tricampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970, foi o inventor do drible elástico e tinha uma bomba no pé esquerdo, nas passagens por Corinthians e Fluminense.
Ouça o relato da carreira dele na voz do radialista Ariovaldo Izac.

VOZ TAQUARA RACHADA DE RIVELLINO
A voz ‘taquara rachada’ do ex-meia Roberto Rivellino, quando atuava como comentarista esportivo da TV Bandeirantes, era irrelevante diante do conteúdo de suas observações sobre futebol.
Ele é dos tais que esteve no campo, jogou muito e entrou para a história como inventor do drible elástico, que consiste em levar a bola grudada no lado interno do pé e, de repente, com habilidade peculiar, no movimento de vaivém, a esticava com o lado externo do pé, deixando o adversário estupefato.
Era aí que Rivellino aproveitava o clarão para disparar aquelas ‘bombas’ mortais para os goleiros. Ele foi mais um dos inúmeros talentos lapidados pelo futsal. Nas quadras, quando moleque, aprendeu a conduzir a bola colada ao pé canhoto. E a escondia com a inteligência exigida para meias de armação.

RIVELLINO PASSOU PELO PALMEIRAS
Aquela qualidade, ‘míopes’ do departamento amador do Palmeiras não viram, para frustração de seu pai Nicola Rivelino, que morria de amores pelo Verdão, e incentivou o filho a procurar abrigo no rival Corinthians, em meados da década de 60.
Assim, pra lá ele levou aquela habilidade singular, chute forte e certeiro, resultando no apelido de ‘reizinho’.

Contra o Palmeiras fazia questão de jogar bem, para mostrar o erro que cometeram ao dispensá-lo. No Corinthians ficou de 1965 a 1974, quando se transferiu ao Fluminense, no período que o clube foi chamado de ‘Máquina Tricolor’.
Lá conquista o bicampeonato carioca de 1975/76, ao lado de craques como Paulo César Caju, Doval, Carlos Alberto Pintinho e Carlos Alberto Torres.

BRIGOU COM PRÍNCIPE ÁRABE
Lá ficou até 1979, quando foi jogar no Al-Hilal, da Arábia Saudita. Dois anos depois, desavenças com o príncipe Kaled, dono do clube, implicaram no encerramento da carreira, aos 35 anos.
Antes disso, havia declarado que pretendia jogar até os 42 anos de idade. No retorno, disputou partida amistosa pelo São Paulo, contra a Seleção da Arábia Saudita, no Estádio do Morumbi. Mas seu ‘passe’ ficou preso na Arábia, nas mãos do príncipe.
RIVELLINO INSPIROU MARADONA
Rivellino foi um exímio cobrador de faltas, tanto que o saudoso argentino Diego Maradona o considerou o melhor jogador que viu jogar.
E foi um dos destaques da Seleção Brasileira no tricampeonato da Copa do Mundo de 1970, quando recebeu o apelido de ‘Patada Atômica’, dos mexicanos.
Na Copa do Mundo de 1974 foi um dos poucos que apresentaram bom futebol. Em 1978, embora relacionado para o Mundial na Argentina, ficou na reserva de Zico, por estar contundido.






































































































































