Novos casos de racismo e homofobia paralisam jogos de base em SP
Os novos casos aconteceram em jogos dos Paulistas Sub-15 e Sub-17 neste sábado
São Paulo, SP, 02 – Menos de 24 horas dos casos de injúria racial e homofobia relatados em partida do Paulista Sub-20, entre XV de Jaú e Ituano, o futebol das categorias de base de São Paulo registrou novos episódios de discriminação. Os novos casos aconteceram em jogos dos Paulistas Sub-15 e Sub-17 neste sábado.
O árbitro Marcos Roberto de Jesus Nunes fez boletim de ocorrência após ter sido chamado de “macaco” no jogo entre Votoraty e Referência, pelo Sub-15, e o auxiliar Denival da Silva Pereira foi alvo de manifestações homofóbicas no confronto São Bernardo e Rio Branco, pelo Sub-17. Boletim de ocorrência também foi registrado.
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Ao final do primeiro tempo no Estádio Domênico Paolo Mettidieri, em Votorantim, Marcos Roberto de Jesus Nunes foi informado pela delegada da partida que um torcedor o teria chamado de “macaco”, o que foi confirmado por outras testemunhas.
O torcedor foi identificado e encaminhado à delegacia. Na retomada do jogo, o árbitro acionou o protocolo antirracista e também foi à delegacia para prestar depoimento e registrar boletim de ocorrência. O quarto árbitro assumiu o jogo que terminou com a vitória do Referência por 3 a 0.
“Fui chamado de MACACO (sic)”, afirmou Nunes nas redes sociais. “Ouvir que isso aconteceu com outra pessoa já é extremamente triste e doloroso. Mas sentir na pele é devastador. A sensação de impotência é tão grande que te faz chorar”, disse o árbitro, que acrescentou ter agradecido a Deus “por não ter um filho”. “Só para saber que ele não passaria por uma situação tão horrível quanto essa.”
HOMOFOBIA EM ITATIBA
No Estádio Rubro Negro, em Itatiba, o Rio Branco vencia por 1 a 0 quando aos 23 minutos do segundo tempo o árbitro Rodrigo Santos paralisou a partida após um alerta do bandeirinha Denival da Silva Pereira.
“Um torcedor localizado na arquibancada destinada à torcida visitante do Rio Branco Esporte Clube estava proferindo palavras de caráter homofóbico, utilizando a expressão ‘v…, vai tomar no c…’, de forma ofensiva e direcionada ao referido assistente”, relatou Santos na súmula.
O árbitro informa ter acionado o protocolo aplicado aos casos de discriminação e o Tratado da Diversidade Contra a Intolerância no Futebol Paulista. O jogo ficou parado por 4 minutos. Pereira disse ter condições psicológicas e continuou na partida, que terminou 1 a 0 para o Rio Branco. O torcedor foi identificado pela Polícia Militar.
FPF LAMENTA CASOS
A Federação Paulista de Futebol publicou nota oficial na qual lamenta e repudia os casos de injúria racial e homofobia e relata que o protocolo foi acionado pelas equipes de arbitragem e as ocorrências foram devidamente registradas.
“A FPF acompanhará a apuração dos fatos junto a todos os envolvidos e às autoridades competentes. A Federação reforça que não compactua com qualquer forma de racismo, homofobia, discriminação ou violência e seguirá trabalhando para que o futebol paulista seja um ambiente de respeito e inclusão.”
CASO RECENTE
Documento com conteúdo semelhante havia sido divulgado na noite de sexta-feira, quando a federação anunciou a investigação de casos de injúria racial e homofobia que teriam sido cometidos no jogo entre XV de Jaú e Ituano pelo Paulista Sub-20.
Os fatos na sexta-feira foram relatados tanto em campo, quando o árbitro Nelson Marques da Silva ativou o protocolo antirracismo, quanto nas arquibancadas do Estádio Zezinho Magalhães.





































































































































