Entenda o futuro do Moisés Lucarelli na SAF da Ponte Preta
O grupo de investidores assume o compromisso de injetar R$ 1 bilhão na instituição ao longo do contrato
O clube concederá o Majestoso à futura SAF via contrato de comodato por 30 anos, renováveis automaticamente por mais 30
Campinas, SP, 30 (AFI) – A eventual transição da Ponte Preta para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) desperta curiosidade e preocupação no torcedor em relação ao patrimônio alvinegro. A negociação prevê que o Moisés Lucarelli, o Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a sede do Paineiras continuarão pertencendo à associação, ficando completamente de fora da alienação societária.
Apesar de manter a propriedade dos bens, o clube concederá o Majestoso à futura SAF via contrato de comodato por 30 anos, renováveis automaticamente por mais 30.
Com isso, a empresa assume o direito de explorar comercialmente o estádio, englobando bilheteria, publicidade, camarotes e eventos, destinando 85% do faturamento para a SAF e 15% para o clube social, divisão que ainda passa por ajustes na minuta.
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INVESTIMENTO PESADO
Como contrapartida pelo uso das estruturas e pela gestão do futebol, o grupo de investidores assume o compromisso de injetar R$ 1 bilhão na instituição ao longo do contrato:
- Modernização do Estádio: Investimento de R$ 400 milhões para transformar o Moisés Lucarelli em uma arena multiuso com capacidade para 21 mil espectadores, apta para jogos, shows e feiras corporativas.
- Aporte no Futebol: Destinação de R$ 300 milhões para o fortalecimento do elenco profissional e das categorias de base.
- Saneamento de Passivos: R$ 300 milhões exclusivamente voltados para a quitação das dívidas acumuladas pela associação.
A proposta estipula ainda um aporte inicial imediato de R$ 10 milhões para a Ponte Preta, verba sujeita ao cumprimento de pré-requisitos jurídicos e financeiros.
PRÓXIMOS PASSOS DA SAF
Na nova estrutura administrativa, a SAF assumirá a gestão integral do futebol e das divisões de base. O Conselho de Administração será formado por cinco membros, quatro indicados pelo grupo investidor e um representante do clube social, sendo que nenhum integrante da atual diretoria executiva fará parte do corpo gestor da empresa.
Mesmo afastada da administração operacional do futebol, a associação terá o papel de fiscalizar as obrigações contratuais assumidas pelos compradores. Para que o projeto saia do papel, o texto da minuta precisa passar pelo crivo do Conselho Deliberativo antes de ser submetido à votação final entre os sócios do clube.





































































































































