Palmeiras recusa meio bilhão em propostas e blinda joias da base

Clube prioriza retorno esportivo e já teve 49 crias da Academia utilizadas por Abel Ferreira.

Verdão rejeitou ofertas por Alan, Heittor, Eduardo Conceição e Erick Belé. Napoli, Aston Villa, Grupo City e Parma tentaram tirar joias alviverdes.

IMG 6262

São Paulo, SP, 29 (AFI) – O Palmeiras está blindando seu futuro. Na atual temporada, o clube já recusou mais de R$ 508 milhões em propostas do futebol europeu por quatro de suas principais joias da base: Alan, Heittor, Eduardo Conceição e Erick Belé. A diretoria alviverde entende que, neste momento, o retorno esportivo vale mais do que o financeiro — e os números mostram que o plano é sólido.

AS OFERTAS RECUSADAS

Alan (22 anos) – R$ 218,7 milhões fixos do Napoli, mais R$ 31,2 milhões em bônus, rejeitados no início do ano. Recentemente, o Aston Villa ofereceu R$ 146,3 milhões fixos mais R$ 29,2 milhões em gatilhos. O Palmeiras só ouvirá propostas acima de 40 milhões de euros fixos (cerca de R$ 232,5 milhões).

Eduardo Conceição (16 anos) – Tratado como a maior joia pós-Estêvão, recebeu ofertas de R$ 150 milhões de clubes da Premier League. O clube espera arrecadar 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 293 milhões).

Heittor (18 anos) – Centroavante que ganhou espaço com a saída de Luighi, teve oferta de R$ 116,82 milhões fixos mais quase R$ 30 milhões em bônus do City Football Group. A multa rescisória é de 100 milhões de euros (cerca de R$ 584 milhões).

Erick Belé (19 anos) – O Parma ofereceu R$ 23 milhões por empréstimo de uma temporada, recusado de imediato.

49 CRIAS COM ABEL FERREIRA

Desde que Abel Ferreira assumiu o Palmeiras, 49 jogadores formados na Academia foram utilizados pelo treinador. Endrick, Vitor Reis e Estevão só saíram após a conclusão de suas transferências. “O Palmeiras atingiu um patamar de saúde financeira que lhe permite priorizar o projeto esportivo”, afirma Claudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management.

IMPACTO PSICOLÓGICO

A psicóloga esportiva Priscila Mendes alerta para o risco de frustração nos jovens. “Do ponto de vista psicológico, é uma quebra abrupta de expectativa. Há perda do senso de controle, queda de motivação, ansiedade e medo de que ‘o trem passou’. Se bem conduzido, com psicólogo, família e clube alinhados, o episódio pode fortalecer a maturidade do atleta.”