Allan Aal culpa chuva após derrota do Avaí: “Impraticável”

O Leão permanece na 18ª colocação da competição nacional, abrindo o Z-4 com 20 pontos somados em 20 rodadas disputadas

Allan argumentou que o acúmulo de água no gramado do Alfredo Jaconi impediu a execução do estilo de jogo da sua equipe

Allan Aal Avai Fabiano Rateke
Allan Aal, técnico do Avaí, na entrevista coletiva - Foto: Fabiano Rateke / AFC

Florianópolis, SC, 29 (AFI) – A sequência de três partidas sem derrotas do Avaí sob a batuta de Allan Aal chegou ao fim no Alfredo Jaconi. O Leão da Ilha acabou superado pelo Juventude por 1 a 0, em duelo válido pela Série B.

Na avaliação do comandante azurra durante a coletiva de imprensa, o estado do campo, castigado por poças e pela chuva incessante em Caxias do Sul, acabou sendo o fator determinante para o desfecho do confronto.

A derrota manteve o clube catarinense em situação delicada na tabela. O Leão permanece na 18ª colocação da competição nacional, abrindo o Z-4 com 20 pontos somados em 20 rodadas disputadas.

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CULPA DO GRAMADO?

Ao analisar o panorama do confronto, o técnico argumentou que o acúmulo de água no piso impediu a execução do estilo de jogo da sua equipe, beneficiando a proposta de ligação direta adotada pelo time gaúcho:

“Apesar da qualidade do gramado do Juventude, foi um campo impraticável, não conseguimos transitar em velocidade. Temos jogadores do meio pra frente de muita mobilidade e as poças da água foram um marcador a mais para o Juventude. Pelo modelo de jogo de bola aérea e bola longa que o Juventude apresenta acabou favorecendo. Os duelos individuais aéreos foram preponderantes para a vitória do Juventude. Procuramos manter defensivamente o máximo possível de jogadores para inibir essa bola aérea, mas, infelizmente, acabamos pagando no último lance do jogo”, lamentou Allan Aal.

FOCO NA PERMANÊNCIA

Visando neutralizar a pressão nos levantamentos à área e sustentar a disputa física, a comissão técnica manteve o centroavante Léo Gamalho durante todos os 90 minutos de partida. O treinador explicou a necessidade de ter uma referência de estatura para competir no alto:

“Nossa equipe tem atletas de baixa estatura, com exceção do Léo Gamalho, que seria muito importante do início ao fim para essa disputa de bola. Tanto é que o fator definidor do jogo foi o Alan Kardec, que entra no segundo tempo como uma referência, brigando por essa bola aérea, que era a única solução que existia. A manutenção do Léo foi justamente pra isso, é o único jogador que temos de frente nessa característica”, detalhou o comandante.

RESULTADO INJUSTO?

O castigo da equipe catarinense aconteceu nos instantes finais. Aos 47 minutos da etapa complementar, Raí Silva efetuou um cruzamento na área, Alan Kardec levou a melhor pelo alto e serviu Lucas Alves, ex-Figueirense, que superou a marcação de DG e a ação do goleiro Igor Bohn para mandar para as redes.

Na visão do técnico do Leão, o equilíbrio forçado pelas adversidades do tempo tornaria a igualdade no placar o resultado mais coerente para o jogo:

“Merecíamos o empate. Assim como nós não criamos situações claras, o Juventude também não, com exceção de uma perda de bola na entrada da área e alguns cruzamentos. Foi um jogo que as duas equipes não tinham condições de sair com a vitória pela condição do gramado. Uma bola aérea disputada dentro da nossa área acabou fazendo a diferença no placar”, concluiu Allan Aal.

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