A Ponte Preta desperdiçou a maior chance de alcançar uma vitória diante do Athletic, na noite desta terça-feira, em Campinas.
Vitória da Ponte Preta estava encaminhada, mas o fraco Palácios entregou o 'ouro'. O empate com o Athletic a deixou na lanterna.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 28 (AFI0 – Após sequência desastrosa nesta Série B do Brasileiro, a maior chance de a Ponte Preta alcançar um resultado de vitória ocorreu na noite desta terça-feira, em Campinas, no início do segundo turno da competição. Agora são 14 jogos sem vencer.
Entretanto, ficou no empate por 1 a 1 com o Athletic, numa clara mostra de clube que conta com zagueiro, como Palácios, coloca tudo a perder.
Ele cometeu um pênalti ‘estúpido’ sobre o atacante Carlinhos, aos 18 minutos do segundo tempo, convertido logo em seguida através da cobrança de Ian Lucca, com bola no canto esquerdo.
Até então a Ponte Preta vencia por 1 a 0, placar construído durante o primeiro tempo.
ATHLETIC DECEPCIONA
A rigor, foi uma das maiores chances de a Ponte Preta vencer na competição, porque o futebol apresentado pelo Athletic foi decepcionante.
E vejam que ele ficou com um homem a menos, a partir dos 32 minutos do segundo tempo, em decorrência da lesão do jogador Yarlen, que teve que deixar o gramado.
Acontece que o treinador Alex Souza, do clube mineiro, já havia ocupado o espaço de três paralisações para troca de jogadores, e assim não havia possibilidade de colocar um outro homem em campo.

PRIMEIRO TEMPO DA PONTE PRETA
O primeiro tempo foi marcado por um Athletic bem abaixo do esperado, e disso se aproveitou a Ponte Preta para construir a vantagem de 1 a 0.
Os primeiros 20 minutos foram de predominância absoluta do clube pontepretano, que se atirou ao ataque e chegou a marcação de seu gol.
Ele surgiu de um lançamento de seu meia Élvis, em cruzamento de trivela, que encontrou o volante Léo Gomes livre de marcação, no segundo pau, com cabeceio na bola para a rede, aos 21 minutos.
OUTRA FALHA DE PALÁCIOS
Depois disso, mesmo com a Ponte Preta reduzindo a intensidade, o Athletic só havia criado uma chance, num descuido de marcação do zagueiro Palácios.
Na disputa de bola pelo alto, ele permitiu que o atacante Carlinhos ganhasse a jogada e cabeceasse à esquerda da meta do goleiro Vinícius Ferrari.
A fora isso, o time mineiro insistiu em bolas longas da defesa ao ataque, visando explorar o sistema defensivo da Ponte Preta que jogava adiantado.
Por sorte, na maioria dos lances foram marcados impedimentos, quando se viu zagueiros dos mandantes sem velocidade.
Naquela etapa, o Athletic viveu ofensivamente de um chute de longa distância do atacante Carlinhos, para a única defesa praticada pelo goleiro Vinícius Ferrari, da Ponte Preta, aos 42 minutos.
QUEDA DE RENDIMENTO FÍSICO
Como de praxe, no segundo tempo dos jogos da Ponte Preta, tem ocorrido queda de rendimento físico de vários de seus jogadores.
Assim, o time já não ameaçou a meta adversária, como também não correu risco, exceto na ‘lambança’ cometida pelos fraco zagueiro Palácio.
DEFICIÊNCIAS NAS LATERAIS
Viu-se mais uma vez os laterais da Ponte Preta levando desvantagens nas bolas que circulam pelos respectivos setores.
Por sorte dos pontepretanos, o Athletic não criou situações no espaço, apesar desse descuido de marcação, principalmente do lateral-direito Júlio, que avança desnecessariamente e deixa o setor desguarnecido.
Todavia, apesar de suas claras limitações, a Ponte Preta mostrou disposição para correr enquanto foi possível.
E como não há perspectiva de uma reviravolta, a tendência natural é que seja rebaixada à Série C do Brasileiro, com risco de que isso ocorra na lanterna.





































































































































