Relembre a carreira de Osmar Santos, ex-radialista que completa 77 anos
Profissional revolucionou o rádio esportivo brasileiro na década de 1970 com bordões criativos e inovadores
Veja detalhes da carreira marcante de Osmar Santos, um dos maiores narradores da história do rádio e da televisão no Brasil
Por: Oscar Silva
Campinas, SP, 28 (AFI) – Hoje, 28 de julho, é comemorado o aniversário de Osmar Santos, ex-radialista e ícone que revolucionou o rádio esportivo brasileiro na década de 1970. Osmar Aparecido Santos nasceu em 28 de julho de 1949, na cidade de Osvaldo Cruz, no interior do Estado de São Paulo. Passou a infância na vizinha Marília, onde iniciou a carreira no rádio.
Antes de se transferir para a capital paulista, trabalhou nas rádios Dirceu, Clube e Verinha, todas de Marília.
BIOGRAFIA DE OSMAR SANTOS!
Filho de Romeu dos Santos e Clerice Chiavelli, pai de Victor Sá e Lívia Sá e avô de Clarice, formou-se em Educação Física, Administração Pública pela FGV-SP e Direito. Conhecido como “O Pai da Matéria”, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan (entre 1972 e 1976), Globo (entre 1977 e 1988 e entre 1991 e 1994) e Record (entre 1988 e 1991). Também atuou na televisão pelas redes Globo, Record e Manchete.
Na TV, foi o principal narrador da Rede Globo na Copa do Mundo de 1986, ao lado de Galvão Bueno e Luís Alfredo. Quatro anos depois, narrou a Copa do Mundo de 1990 pela Rede Manchete, com comentários do saudoso Zagallo.
CARREIRA NO RÁDIO E NA TELEVISÃO!

Osmar Santos é considerado um dos maiores narradores da história do rádio e da televisão brasileiros. Na fase de maior sucesso da Rádio Globo, comandou uma equipe formada pelos comentaristas Loureiro Júnior e Carlos Aymard, pelos repórteres Fausto Silva, Roberto Carmona e Henrique Guilherme e pelos narradores Oswaldo Maciel, Oscar Ulisses e Odinei Edson (estes dois últimos, seus irmãos).
Juarez Soares também integrou a equipe, apresentando um programa sobre futebol e variedades. A experiência deu origem ao programa de variedades Balancê, que tinha Lucimara Parisi na produção.
PELAS DIRETAS JÁ!
Osmar Santos teve participação importante como locutor dos comícios da campanha das Diretas Já, em 1984. Na ocasião, foi contratado pelo então diretor do Metrô de São Paulo, José Eduardo Rodrigues, atualmente presidente do Rio Preto Esporte Clube. Bastante popular, recebeu convites para disputar cargos políticos, mas recusou todos.
Osmar vinha sendo preparado para consolidar sua carreira na Rede Globo, onde atuou como narrador de futebol e apresentador. No entanto, quem acabou contratado, em 1989, para comandar o programa dominical da emissora foi seu amigo Fausto Silva, com quem havia trabalhado como repórter de campo na Jovem Pan. Faustão havia ganhado projeção no programa Perdidos na Noite, exibido pela Record a partir de 1982 e pela Bandeirantes a partir de 1986.
REVOLUÇÃO NO RÁDIO!
Criativo e inovador, Osmar Santos criou bordões que marcaram época e ecoavam nos estádios, como o famoso: “Parou por quê? Por que parou?”. Entre suas expressões mais conhecidas estão: “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!”; “Um pra lá, dois pra cá, é fogo no boné do guarda!”; “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho!”; “Rosemiro, o namoradinho da Raquel Welch”; “No carocinho do abacate”; e “Vai mais, garotinho!”.
Também eternizou frases como: “Vai, garotinho, porque o placar não é seu!”. Nos lances de impedimento, costumava dizer: “Ele estava curtindo amor em terra estranha!”. Já na narração dos gols, imortalizou um dos bordões mais marcantes do rádio brasileiro: “Tiro-lirolá, tiro-lirolí… e que GOOOOOOOOOOOOL!!!”, entre muitas outras expressões.
ACIDENTE DE TRÂNSITO!
Em 22 de dezembro de 1994, Osmar sofreu um grave acidente rodoviário durante uma viagem de Marília para Birigui, no interior de São Paulo. Seu carro foi atingido por um caminhão conduzido por um motorista embriagado. Em consequência do acidente, sofreu um traumatismo craniano no lado esquerdo do cérebro.
A região afetada, responsável pelo controle da fala, deixou graves sequelas, sendo a principal delas a afasia de Broca, que compromete significativamente a comunicação e o impediu de continuar atuando como narrador esportivo. Após uma boa recuperação, passou a dedicar-se à pintura, frequentando durante anos o ateliê do artista Rubens Matuck.





































































































































