Itália se aproxima de Roberto Mancini como técnico
Vivendo uma crise dentro e fora de campo, a Federação Italiana de Futebol ainda deve anunciar Cláudio Ranieri como diretor
"Tanto Mancini quanto Ranieri fizeram contribuições financeiras significativas, mesmo antes de finalizar os números. Agiram com muita responsabilidade"
Campinas, SP, 28 – O caos que dominou os bastidores da cúpula do futebol italiano com as saídas de Paolo Maldini e do brasileiro Leonardo da parte diretiva nesta semana, da Federação Italiana de Futebol (FIGC), promete ter uma trégua. Quem tenta mudar este cenário é Giovani Malagó, mandatário da entidade, que anunciou o nome de Roberto Mancini como novo treinador da seleção italiana.
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Com Mancini prestes a ser oficializado, o pacote de novidades que busca diminuir a tensão em relação à reconstrução do futebol no país deve contar com mais um fato novo. Segundo informações do jornal italiano Corriere dello Sport, Claudio Ranieri está cotado para ser o novo diretor técnico da entidade.
“Tanto Mancini quanto Ranieri fizeram contribuições financeiras significativas, mesmo antes de finalizar os números. Agiram com muita responsabilidade”, afirmou. Sobre o substituto de Maldini, ele ainda foi mais enfático. “Ranieri aceitou o cargo de diretor técnico há cinco minutos”, disse ao periódico.
A onda de especulações, que coloca o ex-zagueiro Giorgio Chiellini como um dos candidatos ao cargo diretivo parece estar fora do discurso de Malagó, que já descartou essa possibilidade.
“Uma das coisas que deixei bem claro é que, por respeito aos clubes que me indicaram e me apoiaram, eu não contrataria pessoas que trabalham para times da Série A. Nunca considerei Chiellini porque ele está na Juventus”, afirmou o jornal Corriere dello Sport.
CONTRAPONTO
Contra Mancini, porém, pesa um episódio recente em que ele deixou o comando da seleção da Itália, em 2023, seduzido pela proposta milionária do futebol árabe. Como um hábil articulador, Malagó não só banca o retorno do treinador como também fez questão de aparar todas as arestas deixadas pelas inesperadas saídas de Maldini e Leonardo.
“Assumo a responsabilidade por Mancini (e a sua volta) porque acho que ele deve ser o técnico da seleção italiana por uma série de motivos”, disse. “Só posso agradecer a Maldini e Leonardo. Passei mais tempo em videoconferências com eles do que com qualquer outra pessoa nos últimos 15 dias. Eles foram cavalheiros, francos e honestos sobre sua posição”.
A Itália se movimenta para voltar a ser uma potência no cenário mundial do futebol. Em 2026, o país tetracampeão marcou a sua ausência de uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. Agora, sob a gestão de Malagó, a federação local trabalha para mudar de forma urgente este cenário.
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