Ponte Preta sofre mais um transferban da FIFA por dívida com Haquin
O ofício, enviado pela entidade máxima do futebol, informa que a punição só será retiradata após quitar a dívida com o boliviano
Capitão da Bolívia e atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, o zagueiro disputou apenas 13 partidas pela Macaca em 2024
Campinas, SP, 27 (AFI) – A crise financeira da Ponte Preta segue produzindo reflexos diretos no futebol. Nesta semana, o clube recebeu mais um transfer ban da Fifa e passou a acumular três punições que impedem a inscrição de novos jogadores, tanto em competições nacionais quanto internacionais.
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A sanção mais recente está relacionada a uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin, que defendeu a Macaca durante a temporada de 2024. A Fifa comunicou a CBF que o clube não cumpriu uma decisão da Câmara Disciplinar da entidade e, por isso, determinou um novo bloqueio até que a pendência seja quitada.

Em janeiro deste ano, a Ponte foi condenada a pagar R$ 227.777,75 ao defensor por valores pendentes de sua passagem pelo clube. A diretoria chegou a efetuar o pagamento da primeira parcela do acordo, mas deixou de cumprir a segunda, fato que resultou na nova punição aplicada pela entidade máxima do futebol.
Inicialmente, Haquin cobrava aproximadamente R$ 500 mil entre salários, verbas rescisórias e outros encargos trabalhistas. No entanto, a Fifa reconheceu apenas parte da reivindicação. O caso foi julgado pela entidade porque, no contrato firmado entre Ponte Preta e Bolívar, clube detentor dos direitos econômicos do atleta, ficou estabelecida a Fifa como instância responsável para solucionar eventuais litígios.
Atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, e capitão da seleção boliviana, Haquin disputou apenas 13 partidas pela equipe campineira. Na reta final de sua passagem pelo Moisés Lucarelli, perdeu espaço e deixou de ser utilizado pela comissão técnica comandada por Nelsinho Baptista.
MACACA ACUMULA SANÇÕES
O novo transfer ban se soma a outras punições que já impediam a Ponte de registrar atletas. Desde maio, o clube convive com restrições em razão do descumprimento de um acordo coletivo firmado em setembro de 2024 para o pagamento de uma dívida estimada em R$ 18 milhões envolvendo jogadores, treinadores, intermediários e outros clubes.
A Macaca já havia enfrentado situação semelhante entre julho de 2025 e janeiro de 2026, quando também acumulou bloqueios da Fifa e da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Na ocasião, as restrições só foram retiradas pouco antes do Campeonato Paulista, obrigando o clube a iniciar a competição utilizando atletas das categorias de base, já que os reforços só puderam ser inscritos a partir da quarta rodada.
A sequência de punições ocorre em meio a um cenário financeiro delicado. Desde o ano passado, a Ponte Preta enfrenta atrasos salariais, ações trabalhistas e dificuldades para cumprir acordos com credores.
Os problemas administrativos também têm reflexo no desempenho esportivo. Rebaixada no Campeonato Paulista deste ano, a equipe encerrou o primeiro turno da Série B na última colocação, com apenas oito pontos conquistados, e aparece com mais de 99% de probabilidade de queda para a Série C.
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