Com 97,3% de chance de queda, Ponte Preta precisa de milagre no 2° turno
Faltando 19 rodadas para o fim da Série B, a Macaca soma apenas oito pontos e está a 12 do primeiro time fora da zona de rebaixamento
Segundo as estatísticas fornecidas pelo Departamento de Matemática da UFMG, a equipe precisa de 12 vitórias em 19 partidas
Campinas, SP, 23 (Matheus Cremonesi) – Vivendo um dos piores anos de sua história dentro e fora de campo, a Ponte Preta passa por um verdadeiro calvário na Série B do Campeonato Brasileiro. Com o fim do primeiro turno, a equipe amarga a vice-lanterna, com apenas duas vitórias, e está a 12 pontos do Londrina, primeiro time fora do Z4. Ou seja, somente uma campanha fantástica no segundo turno poderá livrar a Macaca de mais um rebaixamento no ano.
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Entrando, então, no universo dos números, segundo as estatísticas fornecidas pelo Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o time comandado por Márcio Zanardi — que, desde que assumiu, ainda não venceu: são sete jogos e sete derrotas — tem 97,3% de chances de cair para a Série C do Campeonato Brasileiro.
A equipe alvinegra somou até agora oito pontos e não vence desde a sexta rodada, quando bateu o América-MG por 1 a 0 no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no dia 24 de abril. Daí em diante, perdeu para São Bernardo, Sport, Londrina e CRB, empatou em casa contra o Botafogo por 0 a 0 e engatou mais uma sequência de oito derrotas.
Portanto, com um rebaixamento na conta em 2026, já que caiu no Campeonato Paulista, em fevereiro, com outra campanha vexatória — nenhuma vitória em nove jogos, sendo um empate e oito derrotas —, a Ponte Preta busca uma arrancada que, literalmente, nenhum time jamais conseguiu desde que a competição passou a ser disputada com 20 clubes e em pontos corridos, em 2006.
Até hoje, todos os times que tinham somente oito pontos na 17ª rodada — lembrando que já foi disputada a 19ª, na quarta-feira (22) — foram rebaixados ao final da competição. Em 2011, o Duque de Caxias-RJ tinha oito pontos e caiu com 17; em 2017, o Náutico também tinha oito e terminou rebaixado com 32; em 2020, o Oeste somava sete pontos e caiu com 29; e o rival Guarani, em 2024, tinha a mesma pontuação da Ponte e acabou rebaixado com 33 no fim da temporada. Ou seja, se o recorte for ampliado para o primeiro turno, o cenário é ainda pior.
COMO ESCAPAR?
Para se livrar da degola, estima-se que a pontuação necessária gire em torno de 44 ou 45 pontos, o famoso “número mágico” da permanência nos Campeonatos Brasileiros. Assim, a Ponte precisará de 12 vitórias para somar 36 pontos e chegar aos 44, ou então de 12 vitórias e um empate para alcançar os 45 e ter uma margem mais segura. Em 19 partidas, isso corresponde a um aproveitamento superior a 63%.
Para se ter noção da dificuldade do feito, o líder Criciúma, que tem 11 vitórias, seis empates e duas derrotas, soma 39 pontos e possui 68% de aproveitamento.
Portanto, diante de uma verdadeira “missão impossível”, os jogadores terão que realizar um feito histórico, mas que não parece possível, especialmente por todo o cenário político e extracampo vivido pelo clube. Sob a gestão de Luiz Antonio Alves Torrano e Marco Antonio Eberlin, a Macaca enfrenta um drama para pagar os salários de atletas e colaboradores. Parte do elenco alvinegro recebeu apenas uma folha de pagamento durante todo o ano de 2026, chegando a incríveis seis meses de salários atrasados.
Sob uma diretoria executiva que parece não encontrar soluções para regularizar os pagamentos, quitar o transfer ban para registrar reforços e segurar os jogadores para evitar uma debandada no elenco — que, na verdade, já começou —, o caminho parece ter o seu destino traçado.
Vale lembrar que o time subiu para a Série B no ano passado já devendo boa parte do elenco que, mesmo assim, seguiu em campo lutando até conquistar o acesso e o título da Série C, na final contra o Londrina, após empatar por 0 a 0 no Paraná e vencer por 2 a 0 no Moisés Lucarelli.
AGENDA
Diante deste cenário, a Ponte Preta começa a sua saga no segundo turno na próxima terça-feira (28), às 19h30, diante do Athletic, no Majestoso, em Campinas.





































































































































