Júnior Rocha faz avaliação sobre momento do Paysandu-PA e fala de reforços
"Não existe mágica. Eu sempre parto do comprometimento do atleta no dia a dia. Quem treina melhor normalmente começa jogando"
Belém, PA, 21 (AFI) – No Paysandu-PA, a briga por posição está pegando fogo, principalmente na frente. Com um elenco de 27 jogadores, o técnico Júnior Rocha aposta no comprometimento do grupo para definir os titulares. O comandante explica que quem mostra serviço nos treinos geralmente começa jogando, mas garante que sempre busca ser justo com todos os atletas.
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Durante a temporada, ajustes foram necessários para manter o elenco unido. O treinador reconheceu que insistir em nomes que não vinham rendendo acabou gerando certo desconforto no grupo, mesmo quando o desempenho em campo era positivo.
– Não existe mágica. Eu sempre parto do comprometimento do atleta no dia a dia. Quem treina melhor normalmente começa jogando. Esse é o meu ponto de partida.
A disputa mais acirrada está na vaga de centroavante. Ítalo e Juninho vivem grande fase, dificultando a escolha do titular a cada rodada. Para o técnico, o momento de cada jogador pesa na decisão. Ele afirma que conversa abertamente com os atletas e faz questão de ser transparente para não perder a confiança do grupo.
– Às vezes, um atleta não se destaca tanto nos treinamentos, mas rende muito nas partidas. Quando isso acontece, fazemos os ajustes necessários. O mais importante é ser justo. O atleta percebe quando o treinador é honesto e segue uma linha de raciocínio coerente. Hoje ninguém engana mais jogadores, porque os treinamentos são muito parecidos com as situações de jogo – comenta Júnior Rocha.
O treinador lembra que o Papão tem o terceiro melhor ataque do Brasil, reforçando que o estilo de jogo favorece os atacantes e jogadores de lado. Apesar das boas opções, ele destaca que, para escalar dois centroavantes juntos, seria preciso mudar toda a estrutura ofensiva, o que ainda não está nos planos para o início das partidas. Mesmo assim, a formação com Ítalo e Juninho juntos é testada nos treinos.
Segundo o comandante, situações de jogo podem levar a mudanças, seja com o placar empatado, vitória ou derrota. O importante, segundo ele, é que todas as variações são treinadas, já que não há mais espaço para improviso no futebol atual.
No último duelo, diante do Guarani, Pablo Baianinho fez sua estreia com a camisa bicolor. O técnico utilizou Pablo mais aberto, valorizando sua versatilidade e possibilitando a utilização de dois centroavantes quando necessário. Com um elenco forte, a disputa por espaço segue intensa no Paysandu na Série B 2026.
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