Início de Zanardi na Ponte Preta é o pior de um técnico no século
Até então, o começo de trabalho mais fraco pertencia a Givanildo Oliveira, em 2010, quando obteve dois empates e quatro derrotas
Apesar do desempenho zerado em campo, o retrospecto de Zanardi é reflexo do caos institucional vivido no Moisés Lucarelli
Campinas, SP, 21 (AFI) – Márcio Zanardi enfrenta o início de trabalho mais negativo entre todos os treinadores da Ponte Preta no século 21. Contratado para contornar um dos períodos mais delicados da história da Macaca, o comandante acumula seis derrotas nos seus primeiros seis compromissos pela Série B do Campeonato Brasileiro, amargando um aproveitamento de 0%.
Desde o ano 2000, quase 40 técnicos comandaram o time campineiro (sem contar interinos), e nenhum deles registrou seis reveses consecutivos logo na estreia.
CONFIRA:
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Até então, o começo de trabalho mais fraco pertencia a Givanildo Oliveira, em 2010, quando obteve dois empates e quatro derrotas (11% de aproveitamento) nas seis primeiras partidas. Em 2005, Zetti chegou a perder seus quatro jogos no comando, mas foi desligado antes do sexto duelo.
Confira a comparação dos piores inícios de treinadores no comando alvinegro após seis partidas:
| Treinador | Vitórias | Empates | Derrotas | Aproveitamento |
| Márcio Zanardi (2026) | 0 | 0 | 6 | 0% |
| Givanildo de Oliveira (2010) | 0 | 2 | 4 | 11% |
| Rodrigo Santana (2026) | 1 | 1 | 4 | 22% |
| Wanderley Paiva (2006) | 1 | 1 | 4 | 22% |
| Nenê Santana (2005) | 1 | 2 | 3 | 27% |
Fonte: ge
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COLAPSO NA PONTE
Apesar do desempenho zerado em campo, o retrospecto de Zanardi é reflexo do caos institucional vivido no Moisés Lucarelli. O clube enfrenta atrasos nos salários desde julho de 2025, período do título da Série C, quadro que piorou sob a gestão do presidente Luiz Torrano.
Com um jejum total de 12 rodadas sem vencer na Série B, a Macaca convive com punições de transfer ban que impedem a inscrição de reforços, rescões amigáveis de atletas e processos judiciais. Em entrevista ao podcast oficial da Ponte, Torrano revelou um déficit mensal de R$ 3 milhões e apontou a migração para o modelo de SAF como o único caminho viável para salvar a instituição.
MARCA NEGATIVA À VISTA
Buscando os primeiros pontos na competição sob nova direção, Zanardi e seus comandados tentam interromper a sequência negativa nesta quarta-feira. A Ponte Preta visita o Operário-PR, em Ponta Grossa (PR), no encerramento da metade inicial do campeonato.
Caso volte a tropeçar no Paraná, o time alvinegro estabelecerá o seu maior número de derrotas em um único primeiro turno de Série B na era dos pontos corridos, formato adotado na competição em 2006.





































































































































