Fesan avalia derrota, elogia entrega do time e crê em virada
O treinador reconheceu que a expulsão de Cadorini mudou completamente o rumo da partida, mas destacou a postura da equipe
Apesar da desvantagem, Fesan demonstrou confiança em uma reação diante da torcida no jogo de volta, marcado para sábado
São Paulo, SP, 20 (AFI) – O técnico da Portuguesa, Ademir Fesan, concedeu entrevista após a derrota por 2 a 0 para o Uberlândia, no Estádio Parque do Sabiá, pelo jogo de ida das oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D.
O treinador reconheceu que a expulsão de Cadorini mudou completamente o rumo da partida, mas destacou a postura da equipe, que, mesmo atuando toda a etapa final com dez jogadores, conseguiu criar oportunidades de gol. Apesar da desvantagem, Fesan demonstrou confiança em uma reação diante da torcida no jogo de volta, marcado para sábado, às 16h, no Canindé.
O treinador afirmou que agora o momento é de recuperar o equilíbrio emocional, corrigir os erros e montar a estratégia para buscar a classificação diante da torcida.
“Focar no meu time para a gente trabalhar bem essa semana em relação à estratégia. Agora é hora de esfriar a cabeça. Cabeça fria, mas o coração vai estar fervendo para que a gente possa reverter essa situação. A gente vai fazer de tudo para reverter e buscar a melhor estratégia possível para vencer lá no Canindé.”
Em relação ao próximo jogo, a gente tem plena convicção de que pode reverter isso. Com toda humildade, eu falei desde o começo que o Uberlândia é uma das melhores equipes. Eu já tinha dito antes da partida que era uma das melhores equipes da Série D”, destacou.
“É uma judiação que uma dessas duas equipes fique no meio do caminho. São duas equipes que, pela competição que fizeram, mereciam o acesso. Não só pela campanha, mas pela forma de jogar. A gente sabe que o Uberlândia é uma grande equipe, tem bons jogadores, é muito bem treinado e também é forte fora de casa. Mas nós também somos fortes em casa. Vai ser um jogo de luta do primeiro ao último segundo.”
CRÊ NA CLASSIFICAÇÃO
Mesmo reconhecendo a dificuldade criada pela derrota por 2 a 0, Fesan afirmou que a Portuguesa continua acreditando na classificação.
“Não está impossível, mas é lógico que está difícil. É lógico que é difícil. A gente sabe disso, tem essa consciência. Mas o futebol é maravilhoso por isso. É justamente nessa dificuldade que surgem as grandes histórias. Eu tenho um grupo que acredita sempre, acredita até a última bola. A gente já passou por algumas situações de dificuldade na competição e tenho certeza, como já falei, que podemos, sim, reverter isso. Nós vamos lutar.“
PRESSÃO DO UBERLÂNDIA
Fesan destacou que jogar toda a segunda etapa em inferioridade numérica, fora de casa e diante de um adversário qualificado tornou o desafio muito maior.
“Você jogar um jogo inteiro com um jogador a menos no segundo tempo, na casa do adversário, contra uma equipe como o Uberlândia, não é fácil. Eu falei isso antes da partida. A gente precisa reconhecer que existem grandes equipes na Série D e o Uberlândia é uma delas. Esses caras (jogadores da Portuguesa) foram guerreiros. Suportaram muito bem o segundo tempo. Tiraram bola em cima da linha, competiram até o fim e ainda criaram chances de gol mesmo com um jogador a menos”, disse Fesan.
“É essa garra, essa luta e esse espírito que me fazem acreditar. Eu acredito totalmente no meu time. Para mim, o primeiro tempo terminou 2 a 0 para eles. Agora nós temos o segundo tempo da decisão no Canindé. Somos fortes em casa e eu confio totalmente que podemos virar esse confronto“, explicou.
CHANCES DA LUSA
Mesmo com dez jogadores, o treinador ressaltou que a Portuguesa continuou buscando o ataque e criou oportunidades importantes.
“Você jogar com um jogador a menos o segundo tempo inteiro é muito mais difícil. Ainda mais quando já está perdendo por 1 a 0. Se você está empatando ou vencendo, é diferente. Mas, mesmo perdendo e com um jogador a menos, nós buscamos o resultado. Posicionamos a equipe para explorar as transições e apostamos muito nas bolas paradas. Tivemos a cobrança de falta do Biazus, a cobrança do Denis, o cabeceio do Erick no escanteio e mais duas finalizações do Denis. Criamos situações importantes mesmo com um jogador a menos. Se o jogo permanecesse onze contra onze, acredito que, na pior das hipóteses, o placar terminaria 1 a 0. A situação ficaria muito menos difícil para o jogo da volta.”
EXPULSÃO DE CADORINI E APOIO AO ATACANTE
Ao comentar o lance que deixou a Portuguesa com um jogador a menos, Fesan disse:
“No lance do Cadorini, a imagem é clara. Houve uma agressão e, para mim, a expulsão foi justa.“
Apesar de considerar correta a expulsão, o treinador fez questão de defender o atacante e afirmou que o episódio servirá como aprendizado.
“Não posso crucificá-lo por causa de um lance. Ele é o nosso artilheiro, um guerreiro, um jogador que nos ajudou muito durante toda a competição. Ele tem apenas 23 anos. Está arrasado. Chorou no intervalo, continua chorando até agora e sabe perfeitamente o erro que cometeu. Mas o futebol é um esporte de muita emoção e essas coisas acontecem. Tenho certeza de que ele vai aprender com isso e nunca mais vai cometer esse erro”, finalizou.





































































































































