Não há a mínima discussão sobre o merecimento do título da Espanha, desta Copa do Mundo, na vitória sobre a Argentina.
Gol consagrador da Espanha sai em jogada que foge de seu estilo. Afinal a equipe espanhola tem por característica a posse de bola
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 19 (AFI) – Não há a mínima discussão sobre o merecimento do título da Espanha, desta Copa do Mundo, na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na tarde/noite deste domingo.
Se a equipe espanhola tem por característica a posse de bola, rodando-a de um lado para o outro do ataque, quis o destino que o gol da consagração ocorresse em jogada fora de seu estilo, que é o cruzamento.
Pedro Porro cruzou da direita, visando o segundo pau, e Nico Williams ajeitou de cabeça para Ferran Torres, que arrematou de forma precisa, aos 40 segundos do segundo tempo da prorrogação, e fez a torcida espanhola explodir.

ONZE CRUZAMENTOS
Se durante o primeiro tempo normal de jogo a Espanha optou apenas por três bolas cruzadas – duas delas rasteiras -, entre o segundo tempo e a prorrogação foram 11 cruzamentos.
Isso contrariou o estilo colocado em prática pelos jogadores espanhóis.
Afora esse detalhe, a Espanha entrou para a história do futebol, em Copa do Mundo, com supremacia que fugiu da normalidade, em se tratando de uma final.
DEFESAS DE DUBY MARTINEZ
Foram incontáveis as defesas praticadas pelo goleiro argentino Duby Martinez, além de gols perdidos pelos espanhóis, o principal deles através de Mikel Merino, que cabeceou a bola para fora.
Ele estava isolado na pequena área, no segundo tempo da parte normal do jogo.
Depois, aos dez minutos da prorrogação, Nico Williams errou o tempo de bola na finalização e deixou que ela fugisse de seu controle e escoasse pela linha de fundo.
CHANCE DA ARGENTINA
O futebol é tão caprichoso, a ponto de possibilitar que a Argentina tivesse chance de ouro do empate, aos 15 minutos do primeiro tempo da prorrogação.
Foi quando o jogador Simeoni simplesmente se precipitou e ‘penou’ a bola.
Foi a única chance clara de gol da Argentina, situação simplesmente inadmissível para quem chega à uma final de Copa do Mundo, embora tivesse atuado com dez jogadores durante toda prorrogação, devido à expulsão de Enzo Fernández.
Viu-se uma Argentina com proposta de se defender e a Espanha contundente ofensivamente. Logo, tudo dentro da normalidade e do merecimento essa conquista espanhola.

Foto: Divulgação / Espanha – Fifa.com
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