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ARIOVALDO IZAC

Mal escalada e com expulsão, Ponte Preta perde mais uma

Teimoso, Zanardi escalou a Ponte Preta com apenas dois volantes, deixou o meio de campo desguarnecido, e perdeu por 2 a 0.

ra uma questão óbvia começar o jogo com três volantes, e colocar em prática apenas o contra-ataque na noite desta segunda-feira, em Campinas.

Série B - 2026
Ponte Preta enfraquecida com um jogador a menos. Foto: Marcos Ribolli

Por ARIOVALDO IZAC

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Campinas, SP, 22 (AFI) – Aquela goleada que a Ponte Preta sofreu para o Juventude por 3 a 0 não serviu de base para que o seu treinador Márcio Zanardi chegasse à lógica conclusão que, para enfrentar o Novorizontino, o jeito seria povoar o meio de campo.

Era uma questão óbvia começar o jogo com três volantes, e colocar em prática apenas o contra-ataque na noite desta segunda-feira, em Campinas.

Teimoso, Zanardi escalou apenas apenas dois volantes, deixou o setor de meio de campo desguarnecido, e a derrota por apenas 2 a 0 reflete um Novorizontino com futebol aquém do que é capaz.

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Novorizontino não se esforçou muito para vencer a Ponte Preta. Foto: Ozzair Jr

EXPULSÃO DE MÁRCIO SILVA

Claro que a expulsão do zagueiro Márcio Silva, da Ponte Preta, logo aos 16 minutos do primeiro tempo, criou impacto ainda maior e provocou mais desgaste na equipe.

No entanto, o que justifica a escalação do atacante Baianinho, que apanha na bola?

Também ficou claro o desinteresse do atacante Diego Tavares, que o substituiu no começo do segundo tempo, pois nem a disposição que anteriormente mostrava na recomposição foi vista.

E o agravante entre atacantes do elenco, nesta partida, é que Miguel e Luís Phelipe não estavam à disposição.

Eis a questão: será que nas categorias de base não há opções mais qualificadas do que David da Hora, por exemplo?

PONTE PRETA COM UM A MENOS

A dura entrada do zagueiro Márcio Silva, da Ponte Preta, sobre um adversário, com a consequente expulsão, já complicou o cenário.

A partir dali ficou claro que não poderia oferecer resistência e, mesmo com o Novorizontino abaixo do esperado, bastaria explorar os habituais erros defensivos do time pontepretano.

FALHA DE DIOGO SILVA

Para complicar ainda mais, o seu regularíssimo goleiro Diogo Silva cometeu lambança ao sair mal da meta e chutar a bola em um de seus companheiros, com sobra para a finalização do meia Rômulo.

Como o chute acabou atingindo o poste direito da meta pontepretana, a sobra ficou com Robson, com conclusão no canto esquerdo.

Assim, o Novorizontino abriu o placar aos 26 minutos.

Antes disso, os visitantes chegaram a marcar através do zagueiro Patrick, porém na jogada foram flagrados quatro jogadores em situação de impedimento e o gol foi invalidado.

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Ponte Preta nao chegou ao ataque. Foto: Marcos Ribolli

BARCELOS FOI PARA A ZAGA

Se a Ponte Preta já dava mostras de um futebol desqualificado, com um homem a menos, houve a necessidade da improvisação de Danilo Barcelos ao miolo de zaga.

Depois disso, a equipe passou a dar chutões quando conseguia desarmar as jogadas, e não criou absolutamente nada durante esse primeiro tempo.

E mesmo com as deficiências da Ponte Preta, o Novorizontino não soube se organizar ofensivamente naquela etapa, tanto que não exigiu defesas de realce do goleiro Diogo Silva.

SEGUNDO TEMPO DO NOVORIZONTINO

No segundo tempo, o Novorizontino dominou completamente, pressionou, mas faltou aproveitar as oportunidades criadas.

E mesmo quando vencia por 1 a 0 e dominava a partida, o treinador Zanardi imaginou, equivocadamente, que a Ponte Preta poderia ganhar força ofensiva ao ‘sacar’ o meia Élvis para a entrada de David da Hora.

Nada a contestar sobre a saída de Élvis, mas a recomendação seria fortalecer o meio de campo com a entrada do volante Gustavo Telles.

Pois o treinador preferiu a opção ofensiva para a entrada de David da Hora e, em seguida, optou pela entrada de Telles para o lugar do cansado Pottker.

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Robson fez os dois gols do Novorizontino. Foto: Ozzair Jr

ROBSON AMPLIA

E quando o meio de campo da Ponte Preta ficou mais desguarnecido, o Novorizontino teve mais espaço para trabalhar a bola e, numa enfiada do lateral Maykon para o atacante Robson, na velocidade, ele ganhou a disputa direta com o zagueiro Lucas Cunha, da Ponte Preta, e definiu o segundo gol do Novorizontino aos 13 minutos do segundo tempo.

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CANAIS FUTEBOL INTERIOR

Este jogo foi transmitido ao vivo pelos Canais Futebol Interior: Rádio WEB FI e pelo canal @futebolinterioroficial . A narração foi de Marcelo Corsato, comentários de Frank Francisco e comando geral de Carlos Corsato.