Ponte Preta quita um mês de salários pela primeira vez em 2026

Nesta sexta-feira (5), com auxilio de parceiros e investidores, a diretoria executiva honrou os pagamentos do mês de maio

Atravessando uma grave crise institucional e financeira, a Macaca vem enfrentando saídas de jogadores e processos na Justiça

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A Ponte Preta vive uma grave crise - Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Campinas, SP, 5 (AFI) – E no começo do mês de junho, neste dia 5, pela primeira vez no ano, a Ponte Preta conseguiu acertar um mês de pagamento de salário para os jogadores, contando com o suporte de investidores e parceiros comerciais, já que atravessa uma de suas maiores crises da história.

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A medida diminui as pendências financeiras do clube com o elenco principal, mas ainda assim escancara o tamanho do absurdo e da incompetência da atual diretoria, que, sem recursos, pagou somente uma folha, no meio do ano e com a ajuda de terceiros ainda, concluindo que o mês na Macaca tem 180 dias.

MAIS DA SITUAÇÃO DOS PAGAMENTOS

Além dos atletas, há valores em aberto envolvendo membros da comissão técnica e funcionários administrativos. Alguns deles, como Edson Boaro e João Brigatti, não recebem há quase um ano. A diretoria, segundo assessoria, segue buscando soluções para quitar todos os compromissos.

Os débitos não são iguais para todos os setores do clube, variando entre atletas, comissão e demais colaboradores da Macaca. O pagamento recente representa um alívio, mas o clube ainda trabalha para resolver o restante das obrigações.

CAOS COMPLETO

Convivendo com atrasos salariais desde o ano passado, chegando a 11 meses em alguns casos, a Macaca vive um caos administrativo sob a gestão de Luiz Antônio Alves Torrano e Marco Antônio Eberlin.

O clube também lidou recentemente com ‘transfer ban‘, saídas de atletas, discussões internas e um distanciamento do elenco em relação à diretoria alvinegra.

GREVE DE JOGADORES

A insatisfação coletiva veio a público antes do empate sem gols contra o Botafogo-SP, quando os atletas divulgaram um manifesto revelando que parte do elenco ainda não recebeu nenhum vencimento referente ao ano de 2026.

Segundo o grupo, o vice-presidente Marco Antônio Eberlin havia prometido quitar todos os débitos até o fim de maio, acordo que teria sido descumprido pela cúpula da Ponte Preta.

Apesar de o estopim ter provocado a paralisação das atividades de treinamento no meio da semana, os profissionais garantem que o canal de diálogo segue aberto e que a instituição não será prejudicada na sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.

“O protesto foi para sinalizar a insatisfação com a condução dos dirigentes no dia a dia, mas sem comprometer a preparação para o próximo jogo”, relataram alguns atletas, descartando categoricamente qualquer possibilidade de W.O. nos compromissos futuros.

PRÓXIMO JOGO

Sob o comando do técnico interino Edson Boaro, mantido no cargo devido ao insucesso do clube em fechar com um novo treinador no mercado, a Macaca tenta blindar o vestiário para deixar a desconfortável vice-lanterna da competição nacional, onde amarga a 19ª colocação com apenas oito pontos.

O próximo desafio da Ponte Preta está agendado para a terça-feira (9), às 19h, em um confronto direto contra o Cuiabá (15º colocado), novamente no Majestoso.

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