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ARIOVALDO IZAC

Ponte Preta tem prejuízos com meia entrada no Majestoso

A Ponte Preta enfrentou prejuízos nos dois primeiros jogos no Estádio Moisés Lucarelli, pela Série B do Brasileiro. Entenda !

Apesar desse quadro financeiro negativo, a direção da Ponte Preta manteve os valores dos preços dos ingressos para o jogo com o América-MG

Série C - 2025
Torcida da Ponte Preta na véspera do Dérbi. Fotos: Marcos Ribolli

Por ARIOVALDO IZAC

Capinas, SP, 23 (AFI) – A Ponte Preta enfrentou prejuízos nos dois primeiros jogos no Estádio Moisés Lucarelli, pela Série B do Brasileiro.

Conforme apontam os borderôs das partidas contra Ceará e Vila Nova, embora estabelecidos preços de ingressos de arquibancada e geral a R$ 60, a maioria dos presentes foi beneficiada pelo valor de meia/entrada, como partícipe do TC10 – projeto de sócio-torcedor.

Pode causar estranheza, mas o borderô do jogo contra o Vila Nova apontou a venda de apenas 87 ingressos de arquibancada inteira para o mandante, ao preço de R$ 60.

Paradoxalmente, os números indicam 842 ingressos de arquibancada a R$ 30, equivalentes a meia/entrada.

Vendidos apenas cinco ingressos de geral inteira, igualmente ao preço de R$ 60, mas as chamadas meia/entradas tiveram uma demanda de 610 torcedores.

Até na chamada arquibancada do visitante a meia/entrada – com 139 ingressos vendidos a R$ 30 -, representou mais do que o dobro do valor do ingresso inteira normal, com saídas de apenas 63.

PREJUÍZOS EM CASA

Na última apresentação no Estádio Moisés Lucarelli, na derrota por 1 a 0 diante do Vila Nova, o prejuízo atingiu R$ 4.166,44, com público de 4.139 pagantes e renda de R$ 99.870.

Pelo menos diante do Ceará o prejuízo foi menor, atingindo R$ 556,45.

As despesas, contabilizadas no borderô, são enormes.

Contra o Vila Nova, foram pagos R$ 24.826,98 apenas aos representantes da arbitragem.

DESPESAS DE INSS

Em cima desse montante, também cobra-se um percentual de INSS.

Por sinal, da renda bruta de qualquer partida é feita cobrança de INSS, assim como a Federação Paulista de Futebol leva 5% da renda bruta de cada jogo com envolvimento de clubes do Estado de São Paulo, como mandantes.

E as despesas se prolongam em quadro móvel, arrecadador, e só com ambulância o custo foi de R$ 5.637,33.

Como segurança privada é indispensável, a administração da Ponte Preta pagou R$ 20.250 nesse quesito, no jogo diante do Vila Nova.

Sonorização também custa caro no Estádio Moisés Lucarelli, com pagamento de R$ 3.600.

AUMENTAR VALOR DO INGRESSO

Apesar desse quadro financeiro negativo, a direção da Ponte Preta manteve os valores dos preços dos ingressos para o jogo contra o América Mineiro, na noite desta sexta feira, em Campinas,

Por sinal, uns e outros até poderiam manifestar contrariedade, mas a difícil situação financeira do clube indica a extrema necessidade de majoração nos preços dos ingressos, para que sejam compatíveis com a realidade.

E isso naturalmente também deveria se aplicar ao Guarani.

O alto custo de um elenco já não permite tanto desprendimento dos clubes, com desconto considerável aos associados.