Berto, do Operário-PR, fala sobre o caso de racismo sofrido contra o Vila Nova
“Espero que a justiça seja feita. Acho que eles têm que pagar pelo que fizeram, porque não é um exemplo que estão a dar para a sociedade..."afirmou o atacante
O jogador alega ter sido chamado de "Macaquinho" por um torcedor do Vila Nova e diz que o momento foi de dor e indignação
Pont Grossa, PR, 20 (AFI) – O atacante Berto, do Operário-PR, denunciou um episódio de injúria racial sofrido no último sábado (18), durante a partida contra o Vila Nova pela Série B do Brasileirão. O jogador relatou ter sido chamado de “macaquinho” por um torcedor do clube goiano, episódio que deixou o atleta visivelmente abalado.
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Berto fez questão de usar sua própria voz para se posicionar após o ocorrido.
“Espero que a justiça seja feita. Acho que eles têm que pagar pelo que fizeram, porque não é um exemplo que estão a dar para a sociedade, muito menos para crianças”, afirmou o atacante.
MOMENTO DE DOR
O atleta revelou que o momento foi de dor e indignação, principalmente por saber que familiares acompanharam tudo à distância. Nascido em Lisboa, Berto atua pela seleção de Cabo Verde e destacou o impacto emocional do caso.
“Fiquei muito triste, fiquei magoado, minha família toda viu o jogo na televisão, as pessoas em Portugal também viram”, relatou.
Apesar do episódio, Berto ressaltou o apoio que recebeu de torcedores e pessoas de diferentes países. “Quero também dar um agradecimento pelas mensagens de apoio, seja o torcedor do Operário, seja as pessoas em Portugal. Vamos continuar a lutar juntos porque racismo é crime”, disse.
POSTURA EXEMPLAR
O atacante reforçou a importância de não se calar diante do racismo no futebol brasileiro: “Quem passar por isso, seja jogador, seja trabalhador, que fale, que não fique calado, porque senão vamos continuar a sofrer com isso”.
Berto também fez questão de exaltar suas origens e de defender o respeito às diferenças: “Cada um luta pela sua vida, cada um luta para orgulhar os seus. Eu tenho muito orgulho de ser preto, tenho orgulho de onde é que eu vim”.
O discurso se estendeu a todos os povos e nacionalidades.
“Todo mundo tem que se orgulhar do país de onde é. Eu orgulho muito do meu país e vou continuar sendo forte”, completou.
VILA NOVA
O caso reacendeu o debate sobre o combate ao racismo no futebol brasileiro. O Vila Nova informou ter identificado o torcedor suspeito, utilizando o sistema de segurança do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).





































































































































