Náutico 1 x 1 Cruzeiro - Felipão sente na pele que não dá para fazer milagre na Raposa

Raposa tem 17 pontos, dois a menos do que o Náutico também preocupado com a ameaça de rebaixamento para a Série C

Raposa tem 17 pontos, dois a menos do que o Náutico também preocupado com a ameaça de rebaixamento para a Série C

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Recife, PE, 25 (AFI) – Maior esperança para reorganizar o Cruzeiro, o técnico Luis Felipe Scolari, o Felipão, sentiu na pela as dificuldades para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B. De novo sem jogar bem, o time mineiro sofreu para empatar por 1 a 1 com o Náutico neste domingo à tarde, no Estádio dos Aflitos, em Recife, em jogo válido pela 18.ª rodada.

O empate deixou o Cruzeiro ainda na zona de rebaixamento, em 17.º lugar, com 17 pontos. O Náutico, que vinha de vitória sobre o lanterna Oeste por 1 a 0, atinge os 19 pontos e fica em posição intermediária, ainda preocupado com o bloco ameaçado de queda.

VEJA OS GOLS DO EMPATE NOS AFLITOS

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FELIPÃO NÃO MUDA
Antes mesmo do jogo começar, o técnico Luiz Felipe Scolari demonstrava confiança numa melhora após a sua primeira vitória em cima do Operário, por 1 a 0, em Ponta Grossa (PR), na rodada anterior.

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“Eu acho que algumas coisas podem melhorar, no sentido de jogadas que trabalhamos nestes poucos dias. Por isso, repeti a mesma equipe para ver como vai ser este primeiro tempo” – disse o técnico fazendo uso de máscara e luvas.

SEM EVOLUÇÃO
Na prática, porém, não houve nenhuma evolução visível. Os dois times adotaram o mesmo esquema 4-4-2. O Náutico deixou no banco Juninho Lola, auxiliar de Gilson Kleina, afastado com Covid-19.

Mas bem posicionado, o mandante dominou as ações em campo e passou a se arriscar no ataque. Aos 20 minutos, abriu o placar em jogada individual de Vinícius.

Ele recebeu a bola do lado esquerdo, fez o drible em diagonal e bateu no contrapé de Fábio, que saltou sem alcançar a bola.

MAIS CHANCES
Dois minutos depois, quase o Cruzeiro devolve. Régis cobrou falta em direção à área, onde Ramon subiu bem e testou firma, mas para fora. A bola passou perto da trave esquerda, assustando o goleiro Jefferson.

O time pernambucano quase ampliou aos 32 minutos. Kieza dividiu com a defesa na área e mesmo desequilibrado chutou. A bola passou pelo goleiro Fábio, mas foi salva perto do gol por Ramon que deu um chutão. Para complicar a vida de Felipão, aos 35 minutos Artur Caíke, seu principal artilheiro, com três gols, teve que ser substituído por Airton por lesão.

O Náutico voltou a ameaçar aos 44 minutos, num falta cobrada por Jean Carlos. Ele ameaçou cruzar, porém, arriscou o chute no alto, exigindo que Fábio espalmasse no alto. Com certeza, Felipão foi para os vestiários na bronca com a falta de agressividade do seu time.

TROCAS NA VOLTA
O Cruzeiro voltou com mais duas trocas forças para o segundo tempo. O lateral Matheus Ferreira, que tinha levado uma pisada de Jorge Henrique no tornozelo esquerdo, deu vaga para Patrick Brey e Sassá entrou no lugar do meia Marquinhos Gabriel, que sentiu uma dor na perna direita.

O Náutico também fez uma troca, com Jorge Henrique, machucado, dando lugar para Erick. Ele quase ampliou o placar aos 11 minutos, quando Ramon foi atrapalhado pelo quique da bola e Erick desceu sozinho, entrou na área e chutou. A bola desviou em Fábio e estava entrando quando Cacá aliviou em cima da linha.

EMPATE NO SUFOCO
Estava claro que esta seria a estratégia do time da casa: esperar o avanço do Cruzeiro para explorar os contra-ataques.

Mas foi exatamente desta forma que o time mineiro chegou ao empate aos 40 minutos. Felipe Machado lançou Patrick Brey pelo lado esquerdo, de onde saiu o cruzamento no alto. No meio da pequena área, Airton desviou de cabeça e mandou a bola no canto esquerdo do goleiro. Quem não faz, toma.

PRÓXIMOS JOGOS
O Cruzeiro volta a campo agora na próxima sexta-feira às 21h30 diante do Paraná, no Mineirão, pela 19.ª rodada, a última do primeiro turno. O Náutico vai pegar o CSA, no sábado às 21 horas, no estádio Rei Pelé, em Maceió (AL).