Dagoberto, zagueiro da Ponte no Robertão, morreu há onze anos

Dagoberto, zagueiro da Ponte no Robertão, morreu há onze anos

Dagoberto, zagueiro da Ponte no Robertão, morreu há onze anos

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Recordar o saudoso quarto-zagueiro Dagoberto, da Ponte Preta, é fazer viagem no tempo de 50 anos, quando do lançamento dele na equipe principal durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, de 1970.

Pois Dagoberto havia barrado Henrique, que até então formava dupla de zaga com o também saudoso Samuel Arruda, na memorável campanha pontepretana no Paulistão da temporada, culminando com vice-campeonato.

Dagoberto é o quarto de pé, da esquerda para a direita

Dagoberto é o quarto de pé, da esquerda para a direita

No Robertão, o desnível técnico da Ponte Preta comparativamente às grandes equipes do país a fez penar. Ou melhor: se transformar em saco de pancadas, com vitórias apena diantes de Vasco por 1 a 0 – na estreia -, 1 a 0 sobre o Atlético (PR) em Curitiba, e 2 a 1 diante do América (RJ), coincidentemente com gols de Dito Flexa. Os jogos contra os cariocas foram realizados no Estádio Palestra Itália, visto que a CBF havia proibido mandos em Campinas.

Qual era o time da Ponte à época? Wilson Quiqueto; Nelsinho Baptista, Samuel, Dagoberto e Santos; Teodoro e Roberto Pinto; Dito Flexa, Dicá, Manfrini e Adilson Preguinho.

DICÁ NO BANCO

Acreditem: na vitória sobre o América, Dicá ficou no banco. E substitui Manfrini durante o segundo tempo.

Cilinho, técnico da Ponte de 70

Cilinho, técnico da Ponte de 70

Pior foi o saudoso treinador Cilinho ter escalado Dicá de volante contra o Fluminense, com recuo de Teodoro à função de quarto-zagueiro no lugar de Dagoberto, na goleada sofrida por 6 a 1.

Afora aquele jogo, Dagoberto participou da defesa pontepretana nas goleadas sofridas para Cruzeiro por 6 a 0 e Botafogo (RJ) 4 a 0.

À época Cilinho já era corajoso. No empate por 1 a 1 com o Corinthians, ele sacou Dagoberto durante o segundo tempo e colocou o atacante Nelson Oliveira.

SÉRGIO ABDALLA

Pós campanha pífia da Ponte no Robertão, o presidente Sérgio Abdalla – já falecido – havia garantido que reforçaria o time, e um dos indicados seria para o lugar de Dagoberto. “Precisamos de um quarto-zagueiro. Temos quatrocentos mil cruzeiros pra gastar”.

Cilinho já se intrometia em assuntos de diretoria. “O Corinthians ofereceu pouco dinheiro por Samuel, e não quis colocar o volante Tião no negócio. Só ofereceu bagulho”.

Quando pendurou as chuteiras, Dagoberto foi trabalhar na CPFL, a exemplo do ponteiro-esquerdo Adílson Preguinho.

CAMINHÃO

Quando se desligou da empresa, o ex-zagueiro comprou um caminhão, que passou a ser a ferramenta de trabalho dele.

Depois, vítima de um câncer de próstata, ele morreu em Campinas no ano de 2009, aos 57 anos de idade.