LUTO! Ouro com basquete no Pan de 1987, ex-pivô morre aos 60 anos

O ex-pivô Gerson Victalin faleceu em decorrência da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

O ex-pivô Gerson Victalin faleceu em decorrência da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

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Campinas, SP, 29 – O basquete brasileiro perdeu um de seus maiores jogadores da história nesta quarta-feira.

O ex-pivô Gerson Victalino, atleta que mais vezes vestiu a camisa da seleção e esteve na campanha histórica da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos, faleceu nesta madrugada aos 60 anos, em Minas Gerais, vítima da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – doença que lutava contra há alguns anos.

ADEUS!

Em suas redes sociais, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) agradeceu mais uma vez pelo amor com que Gerson se entregava ao esporte e por todos os anos defendendo a camisa do Brasil.

Ex-pivô, Gerson falece aos 60 anos

Ex-pivô, Gerson falece aos 60 anos

“É com grande pesar que informamos o falecimento do gigante Gerson Victalino. Campeão do Pan de Indianápolis com o Brasil em 1987, Gerson foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Seleção Brasileira. Nosso eterno agradecimento e pêsames por sua partida. Força à família”, escreveu a entidade.

CARREIRA

Gerson começou no basquete aos 18 anos, mas primeiro se destacou no futebol por conta de sua altura – fez sua estreia como profissional em 1979 pelo Ginástico, em Minas Gerais.

Em 1981, atuou pela primeira vez na seleção brasileira e desde então teve uma carreira brilhante, sendo o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Brasil.

O ex-atleta defendeu Monte Líbano-SP, Corinthians, Lençóis Paulista-SP, Jales-SP, Manresa (Espanha), Sport e Remo, onde se aposentou em 2002.

Pelo Brasil, Gerson esteve em quadra no título do Pan de Indianapólis, em 1987, com a vitória sobre a seleção dos Estados Unidos. Ainda participou de três edições dos Jogos Olímpicos – Los Angeles-1984, Seul-1988 e Barcelona-1992 – e dois Mundiais – Madri-1986 e Buenos Aires-1990. Vestiu a camisa brasileira de 1981 a 1994.

EM 2020

No começo deste ano, Gerson foi homenageado pela CBB como um dos nomes das Conferências do Campeonato Brasileiro Adulto com um selo comemorativo. Na época, falou sobre a homenagem e sua luta contra a doença.

“Me senti lisonjeado com esta homenagem. Ser escolhido dentre tantos nomes que fizeram e fazem história no nosso basquete. Quando recebi essa notícia, fiquei em êxtase, pois sei a importância de ter o nome vinculado a um evento da CBB”, disse.

“Passo por um problema temporário. Sei da gravidade, mas também sei que as lutas vem na nossa vida para lutarmos e mostrarmos nossas forças. Para os médicos, a cura não existe, mas não posso me apegar no que eles pensam e sim na minha certeza que há um caminho para a cura. Imagina uma coisa até tempos atrás que não tinha cura e hoje tem. Com certeza eu vou ser o primeiro desta moléstia (risos) porque tenho fé em Deus e não me entrego facilmente”, contou Gerson.