Procurador do TJD praticamente elimina Oeste e Mogi na A2
São Paulo, SP, 15 (AFI) – Oeste e Mogi Mirim correm sérios riscos de serem eliminados do Campeonato Paulista da Série A2. Pelo menos é o que garantiu o Procurador do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antônio Carlos Meccia, em entrevista ao O artigo 275 prevê como punição a exclusão dos responsabilizados que “procederem de forma atentatória à dignidade do desporto, com o fim de alterar resultado da competição”. A acusação feita pelo Procurador acontecerá, na próxima segunda-feira, às 16 horas, na sede da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo. Se os argumentos de Meccia forem aceitos, o TJD determinará a exclusão de Oeste e Mogi.
Uol Esportes. Nesta quinta-feira, Meccia indiciou os dois clubes no artigo 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), acusando-os de terem realizado o famoso “jogo de compadres”, no empate sem gols, no dia 03 demaio, pela última rodada do Grupo 3 da fase final da A2.
Caso esse fato se confirme, os dois clubes de Sorocaba, São Bento e Atlético Sorocaba, serão automaticamente promovidos para a elite do futebol paulista. Por conta do empate que teria sido “arranjado”, Oeste e Mogi terminaram em primeiro e segundo com 11 e oito pontos, respectivamente. Bentão e Galo acabaram com sete cada.
O empate passou a ser vantajoso para oestino e mogimirianos, após o gol que deu vitória ao Atlético, no clássico sorocabano. Após este gol, segundo as acusações, os técnicos Argel, do Sapão, e Roberto Fonseca (foto), do Rubro-negro, teriam pedido para seus atletas “tirarem o pé”. Os outros que subiram foram Santo André e Botafogo, pelo Grupo 2.
As provas
“Até o gol (do Atlético Sorocaba) a partida estava bastante disputada, mas bastou chegar a informação de que havia saído o gol e os atletas começaram a prevaricar”, disse Meccia. “Com base em todos os dados coletados chego a conclusão de que houve um procedimento indevido”, completou.
O Procurador terá como grande aliado no julgamento o árbitro da partida, Guilherme Cereta de Lima, e o quarto árbitro Jorge Torres. De acordo com o depoimento de ambos, os técnicos das duas equipes conversaram muito e de maneira atípica. Além disso, serão usadas como provas as entrevistas de jogadores e técnicos, que teriam praticamente confirmado o “jogo de compadres”.
As contestações
“Quando ficamos sabendo do gol do Atlético tratei de pedir para meu time jogar mais na defesa. Nós sabíamos que se não levássemos o gol conquistaríamos o acesso”, explicou.
O técnico Argel, que atualmente comanda o Guaratinguetá para a disputa do Brasileiro da Série C, afirmou que está bastante tranqüilo em relação ao julgamento. Ele não acredita em uma punição para os dois clubes.
O diretor de futebol do Oeste, Mauro Guerra, espera que o julgamento coloque um ponto final em toda essa polêmica. “Esse julgamento será bom para que se acabe com qualquer tipo de dúvida sobre o jogo. Não temos o que temer, pois não houve armação alguma”, disparou.





































































































































