Eliminatórias: Tite esconde escalação da Seleção Brasileira para não 'municiar' Peru

"Nós temos uma série de atletas de alto nível, eu tenho uma equipe montada, mas não quero falar. Os atletas já sabem", destacou

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"Nós temos uma série de atletas de alto nível, eu tenho uma equipe montada, mas não quero falar. Os atletas já sabem", destacou

Campinas, SP, 12 - Ao contrário do que fez na véspera do duelo contra a Bolívia, na estreia das Eliminatórias, Tite preferiu não anunciar a escalação que vai enfrentar o Peru nesta terça-feira, às 21 horas, em Lima, pela segunda rodada. A justificativa do treinador é não dar munição para o técnico Ricardo Gareca. Ele adiantou, porém, que a base será mantida.

"Nós temos uma série de atletas de alto nível, eu tenho uma equipe montada, mas não quero falar. Os atletas já sabem desde ontem. A base permanece, as ideias permanecem. Mas não quero municiar o (Ricardo) Gareca. Você troca uma característica do atleta e já traz uma adversidade", justificou o treinador, em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O técnico completará contra os peruanos a marca de 50 jogos no comando da seleção brasileira. O adversário desta terça foi o rival derrotado na final da Copa América de 2019, mas também o último algoz da equipe de Tite, em amistoso realizado em setembro do ano passado. Para o comandante, o duelo não tem uma simbologia ou significado especial em razão da marca alcançada.

"Adversário importante, grau de dificuldade técnica e física superior ao que enfrentamos. Temos que ter essa capacidade de contextualizar. Não estou pensando muito nos 50 jogos, penso numa ideia de futebol e que a equipe jogue muito. Que tenha a consciência que tem que criar e fazer gol, ser dura e dificultar ao máximo o adversário, se possível não tomar gol e que traduza isso em vitórias", ressaltou.

Treino da Seleção Brasileira no CT do Corinthians - Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Treino da Seleção Brasileira no CT do Corinthians - Foto: Lucas Figueiredo/CBF
O treinador fez um paralelo entre a Bolívia, goleada por 5 a 0 no primeiro desafio do Brasil nas Eliminatórias, e a seleção do Peru, que reconheceu ser mais forte e competitiva do que os bolivianos. A ideia, independente do adversário, é desenvolver um padrão de atuação e manter solidez e regularidade.

"O grau de expectativa deles (Bolívia) era fazer um bom jogo, perder de pouco e seria uma vitória para eles. E nós com a responsabilidade de jogar bem e fazer resultado. Isso é considerado. Passado esse ponto, o desafio é diferente, com uma equipe de nível técnico superior, físico superior, e um desafio para nós: buscar repetir um padrão. Talvez não com a mesma força técnica. Vamos enfrentar um adversário mais forte em circunstâncias mais fortes", analisou.

A pandemia de covid-19 alterou os planos da seleção. A comissão técnica consultou o departamento médico e decidiu não realizar nenhum treinamento em solo peruano. A última atividade foi feita na manhã desta segunda-feira, no CT Joaquim Grava. A delegação embarca para Lima às 17h.

"Nós conversamos com os médicos, lembro perfeitamente, e a pergunta foi: a orientação médica, qual é? Quanto menos tempo for, e não tiver o trabalho técnico e tático lá (no Peru) é melhor. Então assim vamos fazer. A prioridade é a saúde e na sequência vêm o trabalho e futebol", explicou Tite. "Nós seguimos aquilo que prevê o protocolo médico com o máximo rigor possível. Eu sei que não existe segurança total, mas o máximo que pudermos fazer (evitar a contaminação do vírus) nós vamos fazer", completou.