Na "beira do precipício", Santos desiste de repatriar ídolo

O presidente Orlando Rollo disse que o Peixe não tem condições de contratar Robinho

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O presidente Orlando Rollo disse que o Peixe não tem condições de contratar Robinho

Santos, SP, 09 (AFI) - O presidente Orlando Rollo jogou um balde de água fria na torcida, mas tomou uma decisão consciente ao anunciar nesta sexta-feira que o Santos não vai tentar a contratação do atacante Robinho.

Ídolo da torcida alvinegra, o jogador de 36 anos está sem clube depois de não ter renovado com o Basaksehir, da Turquia, no final da última temporada. Diante disso, surgiu a possibilidade de Robinho ir para sua quarta passagem pelo Peixe.

Apesar de ter procurado a representante de Robinho, Marisa Alija, no início da semana, Orlando Rollo deixou claro que o Santos não tem condições de repatriar o atacante, pois o clube está "na beira do precipício".

Santos desistiu da contratação do atacante Robinho
Santos desistiu da contratação do atacante Robinho
"Eu queria o Robinho aqui, é óbvio que eu queria ele aqui. Ele é meu ídolo. Mas como vou pagar o Robinho? Como o Santos vai pagar ele? O Santos está na beira do precipício", disse o mandatário, que colocou um ponto final na história:

"É com dor do coração que falo que, hoje, a gente não pode contratar ele. Temos que ter consciência, responsabilidade".

SOBRE ELE
Revelado nas categorias de base do Santos em 2002, Robinho ainda voltou ao clube em outras duas oportunidades: 2010 e 2014/2015. Pelo Peixe, ele foi bicampeão brasileiro, bicampeão paulista e campeão da Copa do Brasil.

O atacante defendeu também Atlético-MG, Real Madrid-ESP, Manchester City-ING, Milan-ITA, Guangzhou Evergrande-CHN, Sivasspor-TUR e Basaksehir-TUR, além da Seleção Brasileira.

Robinho também precisa resolver sua situação fora das quatro linhas. Em 2017, Robinho foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual na Itália. O caso teria acontecido em 2013, quando o atacante estava no Milan-ITA.

No entanto, a execução da pena ainda não foi cumprida porque, de acordo com a lei italiana, uma sentença só pode ser executada após a conclusão do processo de apelação.