Filho de Donald Trump critica liberação de protestos na NFL: 'Futebol está morto'

A liga terá início nesta quinta com o jogo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans.

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A liga terá início nesta quinta com o jogo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans.

São Paulo, SP, 09 - O filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou de forma contundente nesta quarta-feira a principal liga de futebol americano do país, a NFL. Eric Trump atacou nas redes sociais e disse adeus ao campeonato após a decisão dos organizadores de permitirem protestos dos jogadores contra o racismo e a violência policial. A liga terá início nesta quinta com o jogo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans.

"O futebol está oficialmente morto - é muito para o 'esporte da América.' Adeus, NFL. Eu estou fora", escreveu Eric Trump, que tem 36 anos e é empresário. A postagem dele no Twitter estava acompanhada de um link de uma reportagem que revelava a autorização dada a jogadores do Dallas Cowboys de protestar durante a execução do hino do país antes das partidas.

O esporte dos Estados Unidos vive um momento agitado neste ano com uma série de protestos na NFL, assim como na NBA e no beisebol (MLB). A série de jogos adiados e os atletas com posições políticas contundentes têm como motivos principais dois episódios de violência policial cometidos no país contra homens negros. O primeiro foi a morte de George Floyd, em maio, e depois, em agosto, os sete tiros disparados contra Jacob Blake.

HISTÓRICO...

A NFL tem um forte histórico de posições políticas, especialmente marcado em 2016 por Colin Kaepernick. Em um jogo de pré-temporada, ele se ajoelhou e se recusou a cantar o hino americano. A medida ganhou a adesão de outros atletas, mas foi combatida por Donald Trump. Kaepernick, por sua vez, perdeu espaço na modalidade e alega não ter sido contratado por outras equipes como retaliação à sua postura.

Porém, neste ano tanto a NFL como outras ligas não têm se oposto à forte comoção social existente nos Estados Unidos. "Eu espero que os fãs entendam que nossos jogadores têm questões nas quais eles precisam ajudar", disse o dono do Dallas Cowboys, Jerry Jones, que anteriormente era contrário às manifestações.