Zagueiro acusa presidente do São Paulo de perseguição após se recusar a ser negociado

Lucão atualmente está no Goiás e acionou a Justiça cobrando mais de R$ 5 milhões do Tricolor

Publicado em .

Lucão atualmente está no Goiás e acionou a Justiça cobrando mais de R$ 5 milhões do Tricolor

São Paulo, SP, 24 (AFI) - O zagueiro Lucão, que atualmente está no Goiás, se pronunciou publicamente através de uma nota oficial sobre a ação de mais de R$ 5 milhões movida contra o São Paulo.

Em um dos trechos, Lucão diz que passou a ser perguido pelo presidente - não citou nome, mas se trata de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco - após não aceitar algumas propostas para deixar o Morumbi.

"Depois de um certo tempo na equipe principal, sofri perseguições que vinham diretamente da presidência, a partir do momento em que não aceitei algumas negociações. Nunca tive problemas com treinadores e companheiros de equipe", afirmou Lucão.

O zagueiro contou ainda o que passou no São Paulo até ser emprestado ao Estoril Praia, de Portugal, em 2017. Tanto que ele cobra um valor por danos morais no processo que tem também salários atrasados.

"Fui obrigado a treinar separado por algum tempo. Fiquei sem receber durante oito meses, e fui obrigado a reduzir mais da metade do meu salário, quando emprestado, para que aceitassem a proposta de empréstimo ao futebol português".

CONFIRA ABAIXO A NOTA NA ÍNTEGRA

Eu tenho grande admiração e gratidão pela Instituição São Paulo Futebol Clube. Cheguei em Cotia ainda com 12 anos e deixei o clube com 23 anos. Mais de uma década de dedicação ao clube, com vitórias, títulos, derrotas, partidas boas e ruins, afinal, fazem parte do jogo.

Depois de um certo tempo na equipe principal, sofri perseguições que vinham diretamente da presidência, a partir do momento em que não aceitei algumas negociações. Nunca tive problemas com treinadores e companheiros de equipe.

Lucão comentou sobre a ação movida contra o São Paulo
Lucão comentou sobre a ação movida contra o São Paulo
Fui obrigado a treinar separado por algum tempo. Fiquei sem receber durante oito meses, e fui obrigado a reduzir mais da metade do meu salário, quando emprestado, para que aceitassem a proposta de empréstimo ao futebol português.

Tenho muito respeito pelo torcedor, e esclareço que de forma alguma estou pedindo danos morais por conta de humilhação de torcedores, como deixaram a entender alguns veículos de comunicação, afinal, todos os torcedores têm direito de se expressarem das arquibancadas de forma positiva (aplaudindo) ou negativa (vaiando).

Sempre tive um enorme carinho e respeito por todos os funcionários do clube, em especial ao departamento médico e fisioterapêutico, que fizeram um excelente trabalho na minha recuperação do joelho, e pela Instituição que me deu a oportunidade de me tornar jogador profissional e servir todas as categorias de base da Seleção Brasileira.

Contudo, quero apenas o que é meu de direito, e isso tentei resolver por inúmeras vezes, sem sucesso, e fui aconselhado pela própria diretoria, de forma sarcástica a buscar meus direitos na justiça trabalhista, e assim estou fazendo.