Em live, Cicinho e Amoroso creditam sucesso do São Paulo em 2005 à união

Grupo tinha vontade de fazer história com a camisa do tricolor, além do fator "Paulo Autuori"

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Grupo tinha vontade de fazer história com a camisa do tricolor, além do fator "Paulo Autuori"

São Paulo, SP, 01 (AFI) - Devido a paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, a FPF organizou uma série de lives para relembrar momentos marcantes do futebol paulista. Nesta segunda-feira (01), foi a vez de recordar o ano de 2005 do São Paulo, com os jogadores Cicinho, Amoroso e Lugano, além do jornalista Arnaldo Ribeiro e o ator Caio Paduan.

Quando aquela temporada começou, o time não tinha tantas expectativas, visto que não havia um elenco repleto de atletas renomados, mas conseguiu conquistar títulos importantes, incluindo uma Libertadores e um Mundial.

Cicinho, lateral-direito daquela equipe, acredita que a maior arma daquele elenco era a união e a vontade de vencer e fazer história com a camisa do clube.

Em live, Cicinho e Amoroso creditam sucesso do São Paulo em 2005 à união
Em live, Cicinho e Amoroso creditam sucesso do São Paulo em 2005 à união
"Nosso plantel não era tudo isso e o nosso diferencial era a vontade de ganhar que a gente tinha mais que os outros. Nós tinhamos jogadores como o Amoroso, Rogério e Júnior que ja tinham conquistado títulos e passavam para a gente o que seria a gente ganhar. Esse era o nosso diferencial: eram jogadores como eu, o Grafite, que queriam buscar seu espaço no futebol nacional."

"Nós tinhamos essa mentalidade de vencedor e isso fez a diferença. Esse era o momento que a gente tem para escrever nosso nome na história. Você anda pelo CT do São Paulo e se depara com inúmeras fotos de campeões e você quer ver sua foto ali. Cada jogador entendeu o seu papel, a vaidade era deixada de lado e a gente entendia que, para ter o nome na história, a gente tem que ganhar, então a gente entrava dentro de campo e suava sangue", completou.

AJUDOU DEMAIS
Já Amoroso, atacante daquele elenco, citou a importância de Paulo Autuori, técnico do São Paulo na época, na união do grupo, já que sempre dava oportunidade para todos jogarem e se sentirem importantes.

"Eu falo para todo mundo que, quem derruba treinador são os reservas, não o titular. Quem faz o ambiente ficar difícil são os resevas e o Paulo Autuori, como tinha experiência e era altamente competente, ele tornava aqueles jogadores que não tinham oportunidade de jogar com frequência em jogadores importantes para o grupo, tanto que ele dava folga para os titulares, para que os reservas pudessem ter a mesma importância dos titulares."

"Isso fazia diferença, porque o time se completava, mesmo os reservas não sendo a altura daqueles jogadores, você sabia que tinha um ou outro que fazia diferença. Todos tinham a confiança no treinador, porque os jogadores se sentiam importantes, era um grupo fechado e unido", finalizou.