Luto! Futebol acreano perde histórico massagista para a covid-19

Faleceu na noite desta quinta-feira (21), o massagista José Roberto Rodrigues 'Boca de Cantor', de 72 anos

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Faleceu na noite desta quinta-feira (21), o massagista José Roberto Rodrigues 'Boca de Cantor', de 72 anos

Rio Branco, AC, 22 (AFI) - O futebol acreano perdeu na noite desta quinta-feira (21), o massagista cearense José Roberto Rodrigues, 72 anos, o “Boca de Cantor”. Segundo o amigo Manoel Messias Uchoa, o profissional enfrentava problemas renais e estava internado há um mês no Hospital do Idoso para tratamento, mas não resistiu à gravidade clínica da doença e veio a óbito, após contrair uma pneumonia e, posteriormente, o vírus da covid-19.

Roberto chegou ao Acre na temporada de 1986, aos 38 anos. O profissional, na época, era uma indicação do saudoso técnico Coca-Cola, profissional que levou o Rio Branco ao título de 1986. O massagista, que era tido como um homem generoso e bem humorado entre os amigos trabalhou por mais de 30 anos em diversos clubes profissionais e amadores da cidade de Rio Branco.

Roberto Boca de Cantor é o segundo de pé
Roberto Boca de Cantor é o segundo de pé
Nos últimos anos, o Roberto ganhava a vida prestando serviço para alguns clubes e também para os peladeiros dos Amigos do Uchoa, associação que, através do ex-jogador Uchoa, prestava assistência hospitalar ao massagista.

HOMENAGENS
O ex-atacante Gil, com passagem pelo Rio Branco, lamentou o falecimento de Roberto. “Era massagista do Rio Branco, trazido pelo treinador Coca Cola, num dos anos que joguei no Estrelão. Excelente profissional e um amigo descontraído e alegre! Que Deus o tenha num bom lugar. Meus pêsames para família”, escreveu Gil.

Craque das quadras, o ex-jogador Pedrinho foi outro a lamentar a perda do massagista.

“Foi um grande profissional. Certa vez, assistindo um jogo do Galo, um atleta se machucou. Roberto entrou correndo ao gramado, mas a sacola plástica com os medicamentos rasgou e foi um desespero aquilo pra ele. Fiquei com aquilo na cabeça e no outro dia fui a uma loja de material esportivo e comprei uma bolsa profissional e, no mesmo dia, levei o objeto pra ele no treino do Galo. Lembro ainda que ele ficou muito feliz com o presente e disse que jamais havia recebido algo como aquele presente. Não me contive e fui as lágrimas. Ele me acalentou com aquele jeito dele e disse: quem tem que chorar aqui sou eu, Pedrinho”.