Luto! Morre em Campinas ex-atacante de Guarani, Cruzeiro, Flamengo e Coritiba

Eli Carlos estava em coma induzido desde 2018, quando sofreu uma parada cardíaca

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Eli Carlos estava em coma induzido desde 2018, quando sofreu uma parada cardíaca

Campinas, SP, 22 (AFI) - Morreu na manhã desta sexta-feira, em Campinas, o ex-atacante Eli Carlos, revelado pelo Guarani no início dos anos 70 e com passagens vitoriosas por Coritiba e Cruzeiro. Irmão mais velho de Silas, ex-São Paulo e seleção brasileira, estava em coma induzido desde 2018, quando sofreu uma parada cardíaca ao ser submetido a uma endoscopia. Ele vinha sendo mantido na base de aparelhos.

Eli Carlos tinha 66 anos e seu enterro vai acontecer no fim da tarde no Cemitério Flamboyant, numa cerimônia simples e reservada apenas à família devido a pandemia de coronavirus. Deixou esposa e duas filhas.


MAIS DE ELI CARLOS!
Eli Carlos Alberto Pereira, o ex-atacante do Guarani, nasceu em Ribeirão Preto em 19 de abril de 1954. Irmão de Silas, grande jogador da história do São Paulo nas décadas de 80 e 90, mudou-se cedo para Campinas, onde iniciou a carreira de jogador do Guarani.

Logo se destacou como meia-atacante do Guarani (1970 a 1973), sendo titular a partir de 1972 (veja foto abaixo). Era um jogador talentoso, que jogava de cabeça erguida e tinha presença de área. Extrovertido fora de casa, rapidamente, ganhou a fama de bad-boy. Por isso, foi emprestado por um período ao Paulista de Jundiaí.

Mas ao longo dos anos, ganhou experiência e passou ainda por grandes clubes. Teve uma passagem rápida pelo Flamengo, mas entre 1975 e 1981 atuou no Cruzeiro, onde era ídolo, e também no Coritiba, onde sempre é lembrado pelos torcedores daquela época.

Eli Carlos no time do Guarani de 72
Eli Carlos no time do Guarani de 72

LONGA CARREIRA
Passou ao longo da carreira por Paulista de Jundiaí, Velo Clube, Comercial, Coritiba, Flamengo, Rio Claro, Fluminense, Cruzeiro, Francana, São José, Matsubara-PR, Ituano, e Palmeiras de São João da Boa Vista, onde parou de jogar em 1987.

Após encerrar a carreira como profissional, aventurou-se como treinador. À beira do gramado, trabalhou pelo Guarani em duas oportunidades - 1990 e 1988 -, além de Francana, Uberlândia, Paulista, Bragantino, entre outros.

Trabalhou também como comentarista da Rede Bandeirantes de rádio e TV.