CAS anuncia que analisará recurso do City contra punição da Uefa em junho

Punição ao Manchester City foi confirmada em fevereiro deste ano em função de graves violações do clube ao "Fair Play Financeiro"

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Punição ao Manchester City foi confirmada em fevereiro deste ano em função de graves violações do clube ao "Fair Play Financeiro"

Campinas, SP, 19 (AFI) - A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que vai analisar em junho, entre os dias 8 e 10, o recurso impetrado pelo Manchester City, que recebeu uma suspensão da Uefa por duas temporadas das competições europeias devido ao não cumprimento de regras do "Fair Play Financeiro".

Só não foi informado se a audiência será realizada pessoalmente no tribunal ou através de uma videoconferência. Não foi apontada nenhuma data para um veredicto - que poderá ser por manter a punição, reduzi-la ou mesmo suspendê-la.

Contudo prevê-se que o caso seja concluído antes de serem conhecidas as equipas inglesas que disputarão as próximas edições da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Dedos cruzados. (Foto: Divulgação)
Dedos cruzados. (Foto: Divulgação)
PUNIÇÃO!
A punição ao Manchester City foi confirmada em fevereiro deste ano em função de graves violações do clube ao "Fair Play Financeiro". A Uefa considerou que o time inflacionou a receita de patrocínio nas suas contas e nas informações de equilíbrio financeiro enviadas entre 2012 e 2016.

A situação ficou ainda pior pelo fato de o Manchester City não ter cooperado com as investigações. Junto com a exclusão das competições europeias, o clube acabou multado em 30 milhões de euros (R$ 187,4 milhões na cotação atual).

IRREGULARIDADES!
As irregularidades foram reveladas pela revista alemã Der Spiegel, em novembro de 2018. E-mails vazados indicaram irregularidades em relação aos valores recebidos pelo clube por meio de Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, proprietário do Manchester City e integrante da família que governa Abu Dabi.

De acordo com a investigação, somente 12% dos 67,5 milhões de libras para patrocínio de camisa, estádio e as divisões de base foram de fato pagos pela Etihad Airways. O restante, embora descrito como verba de patrocínio no balanço do clube, foi aporte direto do dono clube - prática proibida pela Uefa.