Coordenador médico da CBF diz que medidas para volta são para a saúde de todos

"Quando liberarem as atividades não vai haver lugar mais seguro do que treino de futebol"

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"Quando liberarem as atividades não vai haver lugar mais seguro do que treino de futebol"

Campinas, SP, 15 - Coordenador médico do protocolo nacional da CBF, Jorge Pagura revelou nesta sexta-feira que, mesmo sem qualquer previsão de retorno do futebol no Brasil, a entidade está seguindo à risca as orientações de cada Estado, município e do governo federal para a saúde de todos os envolvidos no esporte. Em entrevista no Instagram, ele garantiu que nada vai ser mais seguro do que um treino de futebol quando houver flexibilização.

LUGAR SEGURO

"Quando liberarem as atividades não vai haver lugar mais seguro do que treino de futebol, jogo de futebol. As medidas que preparamos são altamente restritivas do ponto benéfico para a saúde de todos", afirmou Pagura, durante a participação em uma "live" com "Companhia de Viagem".

"Não tem (previsão de volta). A CBF, na figura do presidente Rogério Caboclo, respeita totalmente as decisões que vêm dos órgãos federal, estadual e municipal. Não vai mexer uma palha para forçar nada. Há um mês e meio que estou trabalhando nesse projeto. Junto com médicos, epidemiologistas. Estamos totalmente prontos para voltar com a maior segurança dentro da sua atividade aqui no país. Quando o futebol fala todo mundo escuta. Nossa responsabilidade na execução do plano é muito grande", prosseguiu.

COMEMORAÇÕES

Outro ponto abordado por Pagura, que é médico neurocirugião e presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol da CBF, foi sobre as comemorações dos gols, que segundo ele vão mudar. "O barulho do silêncio é a nova tônica que a gente vai ver no futebol. O abraço, a comemoração, 'hoje tem gol do Gabigol', dancinha... isso não vai existir", disse.

TESTES EM JOGADORES

Sobre testes nos jogadores, Pagura contou que ouviu mais de 100 médicos e diversas associações para finalizar o protocolo. Revelou que ele prevê testes do tipo RT-PCR, considerado mais assertivo, e também testes rápidos, que são mais simples. Mas considerou ser inviável fazer o teste RT-PCR em massa para os atletas.

"A Alemanha resolveu os problemas deles, mas não podemos nos comparar com eles, tem a diferença econômica. Mas vamos ter testagem sim, não podemos fazer teste de RT-PCR em cada um porque pode demorar, tem que esperar entre o 3.º e o 7.º dia, então teria que testar e isolar. Então vamos ter grande questionário clínico, testes rápidos e série de coisas. Dentro desse plano, qualquer sintoma vamos tratar como doente e daí vai para o RT-PCR. Mas uma coisa é analisar para 80 jogos. Outro, fazer em 380 jogos, que é só da Série A. E mais de mil em outras séries. É inviável RT-PCR para todos", comentou o médico.