Com retorno do Paulistão, Paulo Roberto não tem elenco nem campo no Santo André

Competição está paralisada desde 17 de março em razão da pandemia do novo coronavírus

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Competição está paralisada desde 17 de março em razão da pandemia do novo coronavírus

Santo André, SP, 22 (AFI) - A Federação Paulista de Futebol (FPF) definiu pela continuidade da Série A1, A2 e A3 do Campeonato Paulista na última semana, embora ainda sem data definida para a bola rolar.

A conclusão das competições será feita de acordo com a preservação da saúde de todos os envolvidos no evento esportivo.

Com calendário ainda incerto, alguns clubes estão com dificuldades para voltar aos trabalhos. Um exemplo prático - e também preocupante - é o Santo André, líder na classificação geral com 19 pontos.

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O Ramalhão se desfez praticamente de todo o elenco após a paralisação da Série A1, além do Estádio Bruno José Daniel, o qual tornou-se hospital de campanha contra a pandemia do coronavírus.

CENÁRIO

O Santo André teve 22 jogadores com contratos vencidos no mês de abril e conta apenas com cinco nomes com acordos válidos até o fim de 2020 e 2021: são os casos do goleiro Luís Augusto, do zagueiro Héliton, dos meias Dudu Vieira e Guilherme Garré e do atacante Wil, além de alguns garotos da base, o que dificulta o trabalho do técnico Paulo Roberto Santos.

"É uma situação complicada, até porque teríamos de ter uma posição para reinício dos trabalhos. É ver os jogadores disponíveis que faziam parte do nosso elenco para ter uma base do time", analisou.

OSSO DURO

Mesmo com retorno do Paulistão, o comandante não acredita que pode ter alto número dos titulares à disposição. Afinal, várias peças fundamentais já estão acertados e apalavrados com outros clubes para sequência da temporada.

"Tínhamos elenco que vinha realizando grande campanha. A visibilidades desses jogadores é grande. Era evidente que chamariam atenção de clubes já de olho no Campeonato Brasileiro", admitiu.

"Nós tínhamos que, pelo menos, renovar com 80% desses atletas, mas não teríamos tempo e local para treinamentos, nem campo para mandar os nossos jogos. Afinal, o estádio tornou-se hospital de campanha. Então é uma situação muito difícil", completou.