BOMBA! Com graves acusações, presidente do Guarani poderá sofrer impeachment nessa 2ª

Além da pressão interna, Ricardo Moisés também responde acusações de adulteração de combustível

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Além da pressão interna, Ricardo Moisés também responde acusações de adulteração de combustível

Campinas, 02 (AFI) - O presidente do Guarani, Ricardo Miguel Moisés, poderá sofrer impeachment na noite dessa segunda-feira em assembleia de sócios que será realizada no estádio Brinco de Ouro a partir das 19 horas.

Nos últimos meses, os associados do clube campineiro se mobilizaram para que houvesse a destituição de toda a diretoria, sendo que o antigo presidente, Palmeron Mendes Filho, para não sofrer o impeachment, acabou renunciando em setembro, o que foi decisivo para que o time não fosse rebaixado na Série B do Campeonato Brasileiro.

A destituição de toda a diretoria bugrina já era para ter ocorrido em uma assembleia de sócios no dia 23 de setembro, mas houve um pedido para ser prorrogada a fim de preservar o ambiente no clube, evitando qualquer interferência no ambiente de futebol, uma vez que o Guarani ainda lutando contra o rebaixamento.

Ricardo Moisés poderá sofrer impeachment no Guarani
Ricardo Moisés poderá sofrer impeachment no Guarani
ATUAL DIRETORIA TRABALHANDO COM DIRIGENTES AFASTADOS

Nos últimos dias, o Conselho de Administração, que forma a diretoria executiva do Guarani, passou a atuar de forma desesperada para evitar que ocorra o impeachment, inclusive usando de arbitrariedades e fazendo valer de antigos dirigentes, como o ex-presidente renunciante Alvaro Negrão e o diretor comercial Anailson Neves, que teve que se afastar sob suspeita de desvio de dinheiro do clube.

Com inúmeros problemas judiciais, principalmente os que ligam a adulteração de combustível no Estado de São Paulo, o atual presidente Ricardo Moisés vem dando entrevistas dizendo-se não preocupado com seu afastamento, mas vem trabalhando insistentemente para continuar como presidente do clube.

INCOMPETÊNCIA, CRIMES FISCAIS E TÍTULOS FALSOS

Além da incompetência administrativa, com o Guarani tendo um dos piores anos no futebol, mesmo com o maior orçamento de sua história, a diretoria do Guarani é acusada de uma infinidade de irregularidades.

Um recente relatório de um membro do Conselho Fiscal aponta que a dívida atualizada do Guarani já ultrapassa R$ 200 milhões. Além disso, só o déficit acumulado na atual gestão (2017 - 2019) passará dos R$ 100 milhões.

APROPRIAÇÃO INDÉBITA

Esse documento apontou que os atuais diretores do Guarani estão cometendo o crime de apropriação indébita previdenciária, recolhendo a alíquota dos funcionários e não repassam ao Governo, crime previsto no artigo 168 do Código Penal. Por fim, ficou claro que não existe transparência no acesso aos contratos firmados entre o clube e outras partes, inclusive com jogadores.

Outra acusação para o processo de impeachment é a cessão de títulos fantasmas para serem usados nas próximas eleições e articulada por Bruno de Oliveira, filho de Assis Eurípedes de Oliveira, integrante do atual Conselho Administrativo.

Além de Ricardo Moisés, a assembleia de sócios irá discutir o impeachment dos demais integrantes do C.A.: Carlos Aparecido Queiroz, Marcos José Lena, Assis de Oliveira e Gilberto Moreno Souto.

OPOSIÇÃO JÁ ORGANIZA TIME PARA PAULISTÃO 2020

A oposição bugrina já dá como certa a destituição de toda a diretoria bugrina, inclusive fazendo planejamento para a montagem do time para o Campeonato Paulista de 2020.

O executivo de futebol deverá ser Alexandre Gallo, com o goleiro Bruno Brígido e o zagueiro Willian Rocha, que passaram com sucesso pelo Guarani, já estando praticamente contratados. A manutenção do treinador Thiago Carpini é posição unânime entre os integrantes da oposição.