Série B: Técnico gabaritado explica os motivos que o levaram a dizer 'não' para o Guarani

Renê Simões está pronto para retomar a carreira de técnico e, por isso, rejeitou proposta do Guarani

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Renê Simões está pronto para retomar a carreira de técnico e, por isso, rejeitou proposta do Guarani

Campinas, SP, 25 (AFI) – A incompetente diretoria do Guarani, liderada pelo criticado presidente Palmeron Mendes Filho, parece estar com uma metralhadora nas mãos, dando tiros para todos os lados em busca de um técnico.

Depois de ligar para Renê Simões e pisar na bola ao convidá-lo para ser coordenador de futebol, o cartola recebeu um sonoro ‘não’, afinal o carioca está prestes a retomar a carreira de treinador.

OUTROS 'NÃO'
Até Jorginho Campos, que deixou a Ponte Preta neste domingo cedo, entrou na ‘lista de interessados’. A comissão técnica de Jorginho custa R$ 250 mil, um valor irreal para o patamar atual do Guarani. Mas o ex-técnico da Macaca nem fez proposta aos dirigentes bugrinos.

Até Lisca 'Doído' também não aceitou voltar para Campinas e assumir o comando do lanterninha da Série B. Uma situação caótica para o campeão brasileiro de 1978.

De forma estabanada, a diretoria busca um substituto para Roberto Fonseca, que antes substituiu a Vinícius Eutrópio. Antes de ligar para Renê Simões, Palmeron também tinha recebido a negativa de Gilson Kleina, prestes a retornar à Ponte Preta.

Renê Simões vê equilíbrio na Série B
Renê Simões vê equilíbrio na Série B

QUER SER TÉCNICO
Nesta manhã, Renê Simões confirmou – com exclusividade ao FUTEBOL INTERIOR - que realmente recebeu uma ligação de Palmeron Mendes, mas o convite lhe surpreendeu.

“Não há lógica de ser coordenador de uma equipe que já está no meio do campeonato. É preciso de um técnico.

E eu pretendo voltar à ativa, inclusive, já recebi algumas sondagens, recentemente, mas tinha alguns compromissos assumidos e não puder aceitá-los” – explicou Simões.

Renê, inclusive, acompanhou pela manhã a derrota do Guarani para o América-MG, por 3 a 2, na Arena Independência e resumiu o que viu.

“Foi um jogo equilibrado, onde qualquer um poderia vencer. Há um equilíbrio de forças na Série B e, acredito, que só é necessário o Guarani se organizar um pouco porque é um clube de tradição e muita pujança” – elogiou.

COORDENADOR E COACH
O técnico Renê Simões garante estar atualizadíssimo de tudo que acontece no futebol brasileiro e mundial. Fez trabalhos recentes de acompanhamento com Jair Ventura, ex-Corinthians, Zé Ricardo, no Botafogo-RJ e até mesmo com Jorginho, ex-Ponte, no Vasco da Gama.

Renê Simões, em 2017, no Macaé
Renê Simões, em 2017, no Macaé

Sem contar o trabalho de ‘coach’ exercido com vários treinadores, entre eles, Fábio Carille, do Corinthians.Fora algumas participações especiais como comentarista, como na TV Brasil e Bandeirantes.

PERÍODO NA FRANÇA
Além disso, já programou um período de nove dias na França, onde pretende acompanhar o trabalho do brasileiro Sylvinho, novo técnico do time francês após deixar a comissão técnica da seleção brasileira de Tite.

“Só deixarei de ir para a França caso tenha uma boa proposta de trabalho. Daí eu adiaria este período de reciclagem lá na França” – concluiu.

Com isso ele coloca uma pá de cal na tomada de decisão de 2017 de encerrar a carreira após 40 anos de trabalho. Queria dar um tempo para ficar mais perto da esposa e das duas filhas.

“O que importa é a saúde e a disposição para o trabalho” – diz ele, confirmando sua vontade de dirigir clubes novamente.

CARREIRA VITORIOSA
Aos 66 anos, o carioca Renê Simões está na estrada desde 1978 quando começou a carreira no modesto Serrado, no futebol fluminense. Depois já comandou dezenas de clubes brasileiros, em suas diversas divisões.

Entre eles, uma rápida passagem pela Ponte Preta em 1991. Frequentou também o mundo árabe, atuando tanto na Arábia Saudita como nos Emirados Árabes.

Medalha de Prata nas Olimpíadas de Atenas
Medalha de Prata nas Olimpíadas de Atenas

Por muito tempo trabalho nas seleções de base da Seleção Brasileira, além de ter comandado a seleção brasileira feminina em 2004, conquistando a medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas, perdendo para a forte seleção dos Estados Unidos.

Antes disso, conseguiu levar a modesta seleção da Jamaica à Copa do Mundo de 1998. Trabalhou depois em outras seleções da América Central como Trinidad Tobago, Costa Rica e Honduras.