Mesmo com protestos da torcida, Chapecoense banca sequência de interino

Equipe catarinense aparece na 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas dez pontos em 14 partidas

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Equipe catarinense aparece na 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas dez pontos em 14 partidas

Chapecó, SC, 12 (AFI) - O clima na Arena Condá é de tensão. Para provar isso, na noite deste domingo, torcedores recepcionaram a Chapecoense, no aeroporto de Chapecó, exigindo melhor desempenho sob os gritos de 'Time sem Vergonha'. Atualmente, o clube catarinense está dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com apenas dez pontos em 14 partidas.

No domingo de manhã, os adeptos já haviam estendido faixas no estádio. O grande alvo é o presidente Plinio Filho, o Maninho, cuja saída é solicitada. As frases, inclusive, pediam: 'Fora Maninho' e 'AFC não está à venda. Mais respeito ao sócio'.

Emerson Cris - Foto: Márcio Cunha/Chapecoense
Emerson Cris - Foto: Márcio Cunha/Chapecoense
Em meio a esse cenário, a situação de Emerson Cris vai ficando cada vez mais complicada: em três jogos como técnico interino, foram dois empates e uma goleada, no sábado, fora de casa, sofrida para o Ceará por 4 a 1. A intenção da diretoria, porém, segue sendo mantê-lo até o final da temporada.

"Sou funcionário da Chapecoense. Tive respaldo nos jogos. Não é porque teve uma derrota que vai achar que está tudo perdido. Acreditamos o trabalho, no dia a dia, esses caras são guerreiros. São humildes trabalhadores. Temos confiança que vamos sair dessa situação", declarou o comandante, que substituiu Ney Franco, que já assumiu o Goiás.

"Alteração nenhuma. Vai continuar como técnico contra o Avaí (próximo adversário no Brasileirão) e queremos que ele seja técnico até o final da competição. Esse é o pensamento da diretoria e de todos. Em nenhum momento falamos em outro técnico e vamos continuar com esse pensamento", completou o gerente de futebol Michel Gazola.