Paulistão: FPF cria modelo inédito de licenciamento para árbitros do futebol paulista

O projeto substitui o modelo atual, e classificará os profissionais de acordo com o desempenho na temporada

Publicado em .

O projeto substitui o modelo atual, e classificará os profissionais de acordo com o desempenho na temporada

São Paulo, SP, 16 - O Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) implantará o Programa de Licenciamento de Árbitros, modelo de rankeamento inédito no mundo, iniciado neste Paulistão Itaipava 2018, cuja abertura acontece nesta quarta-feira (17).

O projeto substitui o modelo atual, e classificará os profissionais de acordo com o desempenho na temporada, dividindo-os nas categorias: Básico, Licença C, Licença B, Licença A e Licença Pro. Até então, os árbitros eram promovidos com base na quantidade de partidas apitadas.

Leandro Bizzio Marinho apitou a final do Paulistão em 2017 (Foto: Mauro Horita / AGIF)
Leandro Bizzio Marinho apitou a final do Paulistão em 2017 (Foto: Mauro Horita / AGIF)
Agora, o licenciamento dos árbitros será realizado mediante acompanhamento individual direto ao longo de toda temporada, com observadores em todas as partidas, além de 20 critérios físicos, técnicos e psicológicos avaliados ininterruptamente durante o ano.

Junto ao observador no estádio, também haverá análises de vídeo após cada partida, que resultará na nota final da arbitragem para aquela partida.

Além de treinamentos práticos e teóricos, específicos e individualizados, os árbitros e assistentes serão monitorados por meio de um novo sistema de GPS, o mesmo que atende as principais ligas e clubes do mundo, e que fornecerá detalhes físicos e técnicos de cada profissional.

NOTA MÍNIMA
Cada uma das faixas de licença terá uma nota mínima a ser obtida pelos árbitros e assistentes a cada partida. Apenas ao final da temporada, mediante o cumprimento de vários pré-requisitos (que inclui uma quantidade mínima de jogos apitados), o árbitro ou assistente poderá requerer a promoção para uma licença superior.

“O objetivo é trazer novas qualificações e avaliações nas diferentes áreas, para alcançar a regularidade e excelência. Teremos uma evolução por qualidade”, afirma Dionísio Roberto Domingos, diretor do Departamento de Arbitragem da FPF e idealizador do novo modelo.

A partir de 2021, árbitros e assistentes da Licença Pro poderão apitar decisões e jogos do Paulistão Itaipava; para Licença A, partidas do Paulistão A2 Itaipava e Paulistão A3; para Licença B, Copa Paulista e Paulista 2º Divisão; e Licença C para jogos do Paulista Sub-20 1ª divisão. Os profissionais da Licença Básica atuarão nas competições não profissionais.

Como será a nova classificação?

Básico (competições amadoras)

Licença C

Licença B

Licença A

Licença Pro

O que será avaliado?
Durante toda a temporada, são mais de 20 quesitos dos pilares físico, técnico e mental, além de quantidade mínima de jogos e de aulas teóricas e práticas, e outras atividades complementares.

Como o árbitro muda de licença?
O árbitro terá direito a permanecer licenciado no mínimo um ano, desde que mantenha o desempenho de nota mínima nos jogos oficiais. Assim, na temporada seguinte, poderá requerer ‘upgrade’ para Licença de nível superior.