Técnico e volante do Bragantino pegam gancho na Série B

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Bragança Paulista, SP, 11 (AFI) - O Bragantino terá que colocar outro membro da comissão técnica representando o técnico Marcelo Veiga à beira do gramado quando voltar o Campeonato Brasileiro da Série B. O comandante foi suspenso por uma partida após a acusação de desrespeitar os limites da área técnica no jogo contra o Náutico, no dia 21 de maio. O julgamento foi realizado na tarde desta sexta-feira, pela Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Em outro processo, o jogador Francis foi julgado e suspenso por quatro partidas. Com as decisões, enquanto técnico e jogador não participam do jogo contra o Coritiba, Francis também não joga contra Figueirense e América-RN, voltando somente no dia 31 de julho, diante da Ponte Preta.



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O comandante foi denunciado pela Procuradoria do STJD no artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código), § 2º II (constituem exemplos de atitudes contrárias à disciplina ou à ética desportiva, para os fins deste artigo, sem prejuízo de outros: II - desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Defesa
Na defesa do treinador, o advogado Paulo Rubens disse lamentar não ter uma prova de vídeo para elidir a súmula, mas disse ter conversado com Marcelo Veiga nesta manhã, onde, segundo ele, o treinador disse que a expulsão foi por conta de uma discussão com o quarto árbitro da partida. "Ele me informou que o quarto árbitro o estava atrapalhando, dizendo que ele não podia ficar na área técnica", disse o advogado sem sucesso, antes da decisão pela punição em uma partida de suspensão. Na votação, três auditores decidiram pela pena mínima, enquanto outros dois entendiam que a suspensão deveria ser de dois jogos.

A denúncia foi formulada por conta do relato do árbitro na súmula: “Excluí de campo o treinador da equipe do C. A. Bragantino, senhor Marcelo Castelo Veiga, por persistir em não respeitar os limites da área técnica e ao ser chamado atenção pelo 4º árbitro, senhor Antônio André Rodrigues de Souza, protestou de forma acintosa contra a arbitragem e gritou com o 4º árbitro dizendo ‘Deixe eu trabalhar seu m...’. Ao sair de campo o treinador saiu protestando com gestos e gritos contra a arbitragem, falando que o 4º árbitro era irresponsável”. O árbitro assinalou ainda como “regular” a conduta da comissão técnica do Bragantino.

Também suspenso
O jogador Francis foi denunciado, mas por expulsão no jogo contra o São Caetano, no dia 25 de maio. O jogador foi suspensos por quatro partidas pela acusação de agressão física por, segundo a súmula do jogo, ter dado uma cotovelada em seu adversário. O artigo em que foi denunciado foi o 254-A do CBJD, que prevê como pena a suspensão de quatro a doze partidas.

Na defesa do atleta, Paulo Rubens disse que, pelo relato da súmula, não houve dolo do volante Francis, que estava na disputa de bola. "Uma cotovelada na cabeça é muito complicada e como a súmula é bem carente, fica complicado punir o jogador com muitas partidas", sustentou o defensor.

Mas na hora da votação, a falta de uma imagem para mostrar algo diferente do que estava na súmula acabou não livrando Francis de um gancho pesado. A presidente da Quarta Comissão, Renata Quadros, inclusive criticou o fato de o clube não mandar uma prova de vídeo, impossibilitando os auditores a terem algum outro meio de prova que não o relato do árbitro. Três auditores votaram pela suspensão de quatro partidas, enquanto outros dois entendiam por um gancho de dois jogos.

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