Sérgio Carvalho: Será que Felipão, Luxemburgo e Mano Menezes acabaram ?

Quando chamados para realizar um trabalho, na maioria das vezes não conseguem mais atingir seus objetivos.

por SÉRGIO CARVALHO - - - Campinas

Não sei se vocês que acompanham o futebol como eu perceberam que, aos poucos, alguns dos mais famosos treinadores de futebol do Brasil parecem ter chegado ao final de suas carreiras. Primeiro porque, atualmente quando um de nossos clubes precisa contratar um técnico, o nome desses medalhões nem é citado.

E segundo porque, quando chamados para realizar um trabalho, na maioria das vezes não conseguem mais atingir seus objetivos. Foi assim com Vanderlei Luxemburgo, no Palmeiras. Com Mano Menezes, no Bahia e com Luiz Felipe Scolari, no Cruzeiro.

Felipão ainda se segura e pode até ficar no Cruzeiro por mais algum tempo. Mas os outros dois, acredito que tão cedo não serão mais convidados para assumir um dos chamados clubes de elite do futebol brasileiro.

Felipão assumiu uma missão impossível no Cruzeiro
Felipão assumiu uma missão impossível no Cruzeiro

BOM COMEÇO NO VERDÃO
Luxemburgo até começou bem no Palmeiras. Foi campeão paulista da atual temporada. Mas depois, seu trabalho involuiu e, quando o Verdão começou a tropeçar no Brasileirão, ele foi imediatamente demitido. Para seu lugar veio um estrangeiro (tá na moda!), um português chamado Leo Ferreira que, mesmo europeu, não tinha assim o currículo tão atraente para receber tão importante convite.

Na verdade ele só foi contratado porque é de Portugal, o que deu esperanças a diretoria verde que ele pudesse repetir no Palmeiras o que Jorge Jesus fez no Flamengo no ano passado. Leo está no Palmeiras mas depois de um início promissor, não conseguiu mais colocar seu time nos trilhos. Se bobear, não ganha nenhum dos títulos que disputa e pode voltar ao seu País bem antes do que previa.

SALVADOR DA PÁTRIA
Mano Menezes foi contratado pela diretoria do Bahia como um salvador da pátria. Tricolor baiano vinha de uma sequência de maus resultados o que na época provocou forte reação de sua torcida.

Mano não segurou a onda no Bahia
Mano não segurou a onda no Bahia

Com a chegada de Mano o torcedor ficou mais tranquilo e esperou uma natural recuperação do time. Mas esse otimismo logo se dissipou, porque o Bahia oscilou muito de jogo para jogo, caiu fora da Copa Sul Americana e começou a ficar cada vez mais perto da zona do rebaixamento do Brasileirão.

Resultado: a diretoria do clube baiano mandou Mano embora depois de uma derrota no Rio contra o Flamengo, e não aceitou seus argumentos de que o time reagiria dentro de mais algumas rodadas.Mano não gostou nem um pouco da forma como foi demitido, mas não teve escolha. Voltou para Porto Alegre e agora espera a virada de ano para voltar a trabalhar.

MISSÃO IMPOSSÍVEL
Para terminar, volto a falar de Felipão. Ele chegou ao Cruzeiro com toda a pose de quem sabe tudo e é um vencedor nato. Nos primeiros jogos até conseguiu alguns bons resultados. Mas, aos poucos, as coisas mudaram.

O time azul de Minas caiu muito de produção, passou a tropeçar dentro e fora de casa e prestígio do Felipão começou a se desfazer. Aqui nesse espaço, fiz uma análise criteriosa dos jogos que o Cruzeiro teria pela frente e da possibilidade dele voltar ainda neste ano para a série A do Brasileirão. Achei que ia dar, mas errei.

FELIPÃO QUER PLANEJAMENTO DIFERENTE PARA 2021

SEM CHANCE NENHUMA
O Cruzeiro tropeçou tanto que não tem mais nenhuma chance de classificação, Felipão então saiu-se com essa: "só vim aqui para impedir que o Cruzeiro caísse para a série C do Brasileiro. Não para levá-lo a série A".

Desculpa super furada, própria de um técnico arrogante como ele. A dúvida agora é saber até quando Felipão continua no clube Acho que nem vai terminar o Campeonato Estadual de Minas em 2021. E você meu caro leitor?

SÉRGIO CARVALHO - -
Sérgio Carvalho é um dos ícones do jornalismo esportivo brasileiro. Sua coluna ganhou mais de cincoenta prêmios durante o período em que foi publicada pelo Diário de São Paulo (antigo Diário Popular) durante mais de vinte anos. Hoje é um dos pontos de referência entre os colunistas do Futebol In
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