Flávio Guerra analisa polêmicas de arbitragem na 1ª rodada do Brasileirão

Erros como no confronto entre Vitória e Flamengo trouxeram novamente à tona a questão do árbitro de vídeo

por FLÁVIO GUERRA - Campinas

Neste ultimo final de semana começou o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2018 e infelizmente já veio com as primeiras polêmicas, ou melhor, os primeiros erros de arbitragem inclusive com afastamento em tempo recorde dos árbitros logo na primeira rodada. O Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Coronel Marcos Marinho já abriu a porta da sua geladeira e pelo jeito vai ser tolerância zero, principalmente com erros em lances de baixa dificuldade, que interfiram nos resultados e placares dos jogos. Portanto senhores árbitros o recado foi dado, independente de ser da FIFA ou não a cobrança será forte.

VITORIA X FLAMENGO

Os principais erros aconteceram na partida entre Vitoria x Flamengo, onde o árbitro Wagner Reway, de forma precipitada marcou penalidade máxima para o Vitória após a bola bater no rosto do jogador Everton Ribeiro do Flamengo em cima da linha do gol. Além do pênalti o Flamengo ainda teve ojogador expulso por impedir um gol “com as mãos” conforme relato do árbitro em sumula. E o segundo gol do Flamengo também nasceu de jogada irregular, pois o jogador William Arão estava impedido no momento do cruzamento e cabeceia a bola para seu companheiro, aqui erro do assistente e erro grave, pois o jogador estava a mais de um metro a frente do penúltimo defensor, erro inaceitável para assistente de série A.

DECISÃO

Como falamos na coluna anterior que a demora na confirmação da decisão dos árbitros em lances duvidosos precisava ser trabalhada para não gerar suspeitas de interferência externa, acho que fomos ouvidos. Ficou claro neste jogo que os árbitros estão orientados a não mudar de decisão se não for de forma rápida e transparente única e exclusivamente pelos membros da equipe de arbitragem, mesmo que a decisão não for a correta ainda assim é a decisão soberana do árbitro que pode errar e acertar pois faz parte do seu trabalho. Não tivesse acontecido toda aquela situação no derbi da final paulista, com certeza teríamos outra decisão alterada depois de alguns minutos de consulta e conversas entre os árbitros.

NÃO ACABOU

Por falar em derbi ainda está rendendo a final do Campeonato Paulista de 2018. O Tribunal de Justiça Desportivo vai ouvir todos envolvidos na situação do pênalti marcado e depois desmarcado para o Palmeiras, depois do pedido de anulação da partida feito pelo clube alegando interferência externa do Chefe da Arbitragem da Federação Dionísio Roberto Domingos, que apesar de não ser o Presidente da Comissão no papel é quem de fato manda e desmanda na arbitragem paulista. Por isso mesmo o Palmeiras também pediu uma “reavaliação criteriosa” de quem comanda a arbitragem em São Paulo, ou seja, a troca de comando. Se isso realmente acontecer atenderia não só o pedido do Clube como de muitos árbitros que andam insatisfeitos com essa gestão.

ÁRBITRO DE VIDEO

Toda vez que algum clube se sentir prejudicado vai voltar na questão da utilização do árbitro de vídeo. O engraçado é que quando foi proposto pouquíssimos clubes aceitaram, pois teriam que gastar de 20 a 30 mil reais por partida e o pior nenhum teve coragem de peitar a CBF e exigir que a entidade bancasse o investimento, dinheiro para isso não falta né. Agora não adianta reclamar. Erros vão continuar a acontecer, hoje contra, amanhã a favor e o pior é que a corda sempre vai estourar do lado mais fraco que é o árbitro. Abraços a todos e até semana que vem.

FLÁVIO GUERRA
Tenho 37 anos e sou professor de Educação Física desde 1999 e hoje trabalho como Diretor de Unidade na Fundação Casa em Campinas, onde iniciei em 2008 como agente educacional dando aulas de educação física para os adolescentes. Com 15 anos de idade comecei a apitar futebol amador em Penápolis minha
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