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FLÁVIO GUERRA

Tenho 37 anos e sou professor de Educação Física desde 1999 e hoje trabalho como Diretor de Unidade na Fundação Casa em Campinas, onde iniciei em 2008 como agente educacional dando aulas de educação física para os adolescentes. Com 15 anos de idade comecei a apitar futebol amador em Penápolis minha Veja perfil completo

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'Tá na Regra' volta, com Flávio Guerra comentando sobre início da arbitragem

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TÁ NA REGRA

DE VOLTA
Depois de um período de descanso e merecidas férias, estamos de volta com nossa coluna e o quadro tá na regra no canal de TV Rede Família todas as terças feiras às 19 horas, debatendo e falando sobre arbitragem e tudo que acontece no futebol.

Queria mandar um abraço aos amigos da minha cidade natal Penápolis, que me fizeram uma bonita homenagem na abertura da Copa Regional de Futebol Mini-Campo Troféu “Carlito Peters – Carlitão”, realizada na tarde de sábado, 4, no Centro Esportivo “Velmiro dos Santos”, em Penápolis. Eu e meu amigo Antonio Rogerio do Prado apitamos a abertura entre a Seleção Paulista Master x C. A. Penapolense Master. Obrigado ao Douglas e Afonso pelo convite.

COMEÇOU MAL
O início dos Estaduais pelo país deve estar deixando o presidente da comissão nacional de arbitragem, Coronel Marinho de cabelo em pé. Até porque nas pré-temporadas realizadas pelas federações sempre tem um membro da comissão nacional participando e orientando os trabalhos.

O que se viu até agora foram árbitros completamente perdidos que estão cometendo equívocos grosseiros e infelizmente sempre a favor dos times grandes. Se estão errando tanto assim logo depois de uma pré-temporada imaginem o que virá no Campeonato Brasileiro.

LIBEROU A IDADE
A CBF liberou e assim como prevê a FIFA os árbitros poderão atuar após os 45 anos de idade, desde que passem nos testes que são exigidos pela entidade. No Brasil apenas a Federação Paulista de Futebol não adotou a medida, prejudicando árbitros que serão obrigados a encerrar carreira mesmo estando ainda em condições de apitar.

Com isso já nesse Campeonato Brasileiro poderemos ver árbitros de 45, 46 anos apitando jogos na série A do Brasileiro. Para o presidente da Comissão Nacional, Coronel Marinho será ótimo, pois poderá contar com árbitros experientes em jogos de maior dificuldade.

PORQUE SÓ A FPF?
Essa é grande pergunta entre os árbitros de São Paulo que estão sem resposta até agora, porque a Federação Paulista de Futebol está indo contra uma decisão de um órgão superior que é a CBF e a própria FIFA? Claro que a renovação é importante, mas não se pode abrir mão da experiência de muitos árbitros que ainda estão em ótimas condições físicas e técnicas e que se dedicaram e abriram mão de muitas coisas para conseguiram chegar nesta idade apitando.

Infelizmente com decisões como estas e outras que já escrevemos aqui a Federação Paulista através de seu Diretor de árbitros Sr Dionísio Roberto Domingos, mostra o total desprezo e ingratidão por pessoas que dedicaram parte das suas vidas a arbitragem paulista.

MUDANÇAS NAS REGRAS
No próximo mês (03 de março) a Internacional Board (entidade que controla as regras do jogo), formada pela FIFA e pelas federações do Reino Unido, discutirão sobre: Um cartão amarelo resultar em suspensão temporária de atleta, o amarelo não seria mais apenas uma advertência, mas também uma punição de alguns minutos na qual o atleta ficaria fora do jogo, como acontece no Handebol.

A flexibilização do número de substituições, cada país poderia escolher de 3 a 6 substituições numa partida oficial. E a permissão de que o capitão possa conversar com o árbitro como representante da equipe, uma espécie de porta-voz, hoje, na regra, o capitão é somente o elemento representativo na qual o árbitro sorteia o início de jogo e informa alguma coisa à equipe, não podendo conversar ou reclamar com o árbitro.

VOLTA DOS ÁRBITROS ADICIONAIS
Assim como no Campeonato Carioca o Brasileirão de 2017 terá a volta dos árbitros adicionais, aqueles que ficam posicionados na linha de fundo do lado dos gols e que muitos chamam de cones, vasos, etc. Acho válida e positiva a ideia, desde que os árbitros centrais e os bandeiras não queiram transferir as responsabilidades e deveres que lhes são atribuídos pela regra.

Falo por experiência própria quando trabalhei em jogos como adicional. Árbitros e assistentes se acomodam com a presença dos mesmos e deixam de executar suas atribuições. O árbitro adicional está lá para auxiliar e não decidir. Tá na regra, a decisão final é sempre do árbitro. E a responsabilidade também.

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