Fraco Vasco não serve de parâmetro neste empate da Ponte Preta

Equipes ficaram no resultado de 1 a 1

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Evidente que é descabido cobrar do treinador Gilson Kleina mudança radical na performance da Ponte Preta, após encontrar uma equipe sem eira nem beira. Portanto, a partir do jogo da próxima sexta-feira no Maranhão, contra o Sampaio Corrêa, aí sim fica a expectativa daquilo que ele pode colocar em prática, apesar das inequívocas limitações no elenco, ratificadas no empate por 1 a 1 com o Vasco, na tarde deste domingo, em Campinas.

Evidente que a lentidão de um time espaçado em campo, e com abuso de erros de passes como o Vasco, não serve de base para se avaliar coisas diferentes na Ponte Preta, mas não há como discordar que os jogadores pelo menos tentaram colocar em prática um futebol mais vertical, como Kleina fez questão de citar na entrevista pós-jogo, contrastando com o estilo modorrento da equipe quando dirigida pelo antecessor Fábio Moreno.

Um comunicador por excelência, como Kleina, de certo dá nó até no ouvido de seu presidente, Sebastião Arcanjo, que claramente não é homem de pleno discernimento de bola rolando.

ELUCUBRAÇÕES

Por isso, respostas durante entrevista coletiva são mescladas por fatos bem observados com elucubrações.

Se Kleina pauta por coerência quando fala em dosagem maior de volume ofensivo, exagera quando afirma que “criamos chances e esperamos que nossas finalizações terminem em gol”.

Ora, qual a defesa praticada pelo goleiro Vanderlei, do Vasco?

Sim, aquela bola cruzada pelo atacante Moisés, rebatida pelo goleiro.

Acrescente um cruzamento do lateral-direito Felipe Albuquerque, ainda no primeiro tempo, quando Camilo, mesmo livre, quis finalizar de primeira e errou. Ali, o correto seria ajeitar a bola antes do chute.

RENATINHO

No outro lance agudo da Ponte saiu o gol de empate, quando Camilo acertou a trave e, no desdobramento da jogada, ocorreu o arremate certeiro do meia Renatinho, aos 13 minutos do segundo tempo.

Empate porque cinco minutos antes Camilo estava com braço aberto dentro da área e tocou na bola durante cobrança de escanteio dos vascaíno.

O pênalti, incontestável, foi convertido pelo atacante Cano, com chute no meio do gol. Afora isso, sem que recebesse bola qualificada, ele foi anulado em campo.

MARCAÇÃO DA PONTE

A lentidão do Vasco na transição ao ataque facilitou o trabalho da malha de marcação pontepretana, embora Kleina tenha valorizado o trabalho: “Foi importante o nosso equilíbrio defensivo”, repetiu ele, dando a entender que vai continuar trabalhando para estabilizar definitivamente o setor.

Afora isso, uma Ponte Preta com uma gota de suor a mais, característica típica de equipes treinadas por Kleina. Todavia, continuidade de excessivos erros de passes carecem de correção, assim como se esperar regularidade de jogadores como o atacante Moisés, que novamente ficou devendo rendimento satisfatório.


ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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